Infectar o Aedes aegypti com uma uma bactéria: essa é a ideia de Bill Gates para acabar com o Zika vírus

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A Fundação Bill E Melinda Gates tem em mãos um proposta viável e barata para acabar de uma vez por todas com o Zika Vírus – Infectar o Aedes aegypti com uma uma bactéria que impede do mosquito transmitir qualquer doença para seres humanos.

Para isso eles desenvolveram um mosquito geneticamente modificado e que “sai de fábrica” já infectado com a bactéria Wolbachia pipientis. Essa bactéria impede do mosquido transmitir a doença.

A pesquisa, em fase inicial, tem rendido resultados muito promissores, no entanto, não podemos dizer com certeza que ela é eficaz“, explica Fil Randazzo, vice-diretor da Fundação Bill & Melinda Gates, em Seattle, nos Estados Unidos.

Essa técnica tem como principal objetivo erradicar a doença em locais como: Indonésia, Austrália, Vietnã e Rio de Janeiro. Claro que se tudo der certo o projeto poderia ser expandido para mais locais, até porque a maior incidência do Zika Vírus no Brasil não é no Rio, mas sim, nos estados no nordeste, como Pernambuco, por exemplo.

Sobre a bactéria

Wolbachia é um gênero de bactérias que infectam artrópodes, incluindo uma alta taxa de insetos. Além destes, infectam também aranhas, isópodos, e uma série de nematodos do grupo das filárias. Foi primeiramente identificado em 1924 por Hertig e Wolbach em Culex pipiens, uma espécie de mosquito.

Em 2010 cientistas da Universidade do Estado de Michigan demonstraram que espécies deste gênero podem bloquear a duplicação do mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue, consequentemente do Zika Vírus e da chikungunya.

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Testes já confirmaram que a Wolbachia não pode ser transmitida para os seres humanos por via da picada de mosquitos infectados, uma vez que ela é uma bactéria intracelular e não pode sobreviver fora de uma célula viva do inseto. Isso significa que quando o mosquito morre, ela morre também.

Além disso, como ela é necessariamente intracelular, a Wolbachia não atravessa o estreito duto salivar do mosquito: a célula onde a Wolbachia fica localizada é da ordem de grandeza de 10 µm (micrômetros), enquanto o duto salivar tem apenas 1 µm de calibre. O micrômetro é a milésima parte do milímetro.

Muitos insetos, incluindo diversas espécies de mosquitos, naturalmente carregam a Wolbachia. Esses mosquitos comumente picam pessoas sem efeitos negativos – como o pernilongo comum, por exemplo.

A ideia da Fundação Gates não é nova e foi pesquisa por mais de 5 anos na Austrália. Segundo a fundação, o custo de implementação desse método é de apenas U$ 1 por pessoas, contra os U$ 7 do atual método usado pelo governo brasileiro que usa mosquitos transgênicos.

Fontes: Olhar digital, Wikipedia eliminatedengue

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Funcionário Público Federal, formado em Licenciatura em Química, Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta do Windows Phone. Carpe Diem