Microsoft processa o governo dos EUA por questão de privacidade em seus e-mails

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Depois de acompanhar por meses o caso Apple VS FBI, muita gente ficou de olho em como o governo americano (e também o brasileiro), vem tratando questões de privacidade de dispositivos móveis e serviços web. Nessa briga com a empresa da maça, o FBI terminou usando um outro método que não um desbloqueio forçado fornecido pela Apple para ter acesso ao tal iPhone do terrorista, e toda a briga meio que acabou sem maiores danos do iOS, conforme premeditou Tim Cook, CEO da empresa.

EUA Barak Obama

Agora, só que no sentido inverso, quem acabou de comprar uma briga com o governo americano foi a Microsoft. Redmond entrou com uma ação contra o governo americano no Departamento de Justiça na corte federal em Seattle alegando que os mandados judiciais secretos que lhes são enviados para investigar e-mails dos usuários violam a Constituição.

“A Microsoft apresenta este caso, porque seus usuários têm o direito de saber quando o governo obtém uma ordem para ler seus e-mails e porque a Microsoft tem o direito de informá-los”. Disse um dos advogados da empresa com relação ao caso.

Nos EUA existe uma Lei que obriga a Microsoft a se manter em silêncio quando um desses mandados lhe é enviado, e é justamente sobre isso que a Microsoft acredita haver um ato inconstitucional, já que isso viola a proteção constitucional quanto a liberdade de expressão de cada indivíduo. Só para se ter uma ideia, só nos últimos 18 meses a Microsoft já recebeu mais de 2.600 mandados ordenando a Microsoft a NÃO se pronunciar a respeito.

Sede da Microsoft em Redmond, EUA

Sede da Microsoft em Redmond, EUA

Acreditamos que, com poucas exceções, os usuários e as empresas têm o direito a saber se o governo tem acesso a seus e-mails, ou registros”, disse o principal advogado da Microsoft, Brad Smith

Esse novo caso traz novamente a tona as questões a cerca da privacidade na web. Até onde vai o poder de um governo para investigar a vida pessoal de seus cidadãos? Não deveria haver um limite? Ou será que isso é um ônus que todos devemos pagar em prol da segurança nacional e nossa própria?

Fontes: ne10

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Funcionário Público Federal, formado em Licenciatura em Química, Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta do Windows Phone. Carpe Diem