Resultados trimestrais da Microsoft mostrar queda brusca na venda dos Lumias

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2,3 milhões… esse foi o número de Lumias vendidos pela Microsoft nos últimos três meses, e estamos falando de um número muito baixo, muito baixo mesmo para uma linha de telefones que é vendida em quase todo o globo. Com relação ao mesmo período do ano passado, estamos falando de uma queda de “somente” 73%. A lucratividade caiu 46%.

Isso já era esperado e pode piorar ainda mais nos próximo meses. A Microsoft e seu CEO tem ciência disso e nada fazem para reverter a situação porque acreditamos que essa seja justamente a intenção. Não podemos afirmar com 100% de certeza, mas, pelo que temos lido por ai, a ideia de Satya Nadella é “matar” a linha Lumia para dar mais espaço aos OEMs do Windows Phone/Windows 10 Mobile, tal como acontece com seus demais produtos, como o Surface Book e o Surface Pro 4, além dos rumores que pairam por ai de que a ideia é aplicar a mesma estratégia usada na linha Surface na linha de smartphones com Windows 10. 

Lumias 550, 950 e 950 XL com Windows 10 Mobile

Lumias 550, 950 e 950 XL com Windows 10 Mobile

Por falar nisso, os números de vendas e lucratividade da linha Surface só confirmam o porquê da Microsoft querer aplicar a mesma estratégia dessa linha em seus telefones. A linha Surface gerou um lucro de nada mais nada menos que de U$ 1,1 bilhão, o que representa um aumento percentual de 61% com relação ao mesmo período do ano passado. É um crescimento absurdamente grande.

Surface Book e Surace Pro 4

Juntamente com os telefones, a receita do Windows frente a seus OEMs também sofreu uma queda. Ainda que pequena, de apenas 2%, mas, o principal software da empresa não vem dando muito lucro. Também há uma razão para isso… o upgrade para o Windows 10 continua sendo gratuito, ao menos até o final de julho. Depois disso sem dúvida esse setor deverá voltar a ser altamente lucrativo.

Como das outras vezes, o maior lucro da empresa vem mesmo de seus serviços em Nuvem, como o Azure, que teve um aumento absurdo de 120% com relação ao mesmo período do ano passado, o Office 365, que cresceu 7% e agora conta com 22,2 milhões de assinantes, e demais serviços em Nuvem e servidores que cresceram 5%.

Na soma de tudo a empresa faturou 20,5 bilhões de dólares (receita total), dos quais U$ 3,8 são de lucro líquido. Então, lucrando a empresa está, e muito, já que estamos falando de um intervalo de apenas 3 meses, a questão é que áreas como a de telefones está sofrendo por conta de uma mudança brusca de estratégia.

Alguém pode dizer: então o Windows Phone está sofrendo mais um reboot, como na migração do Windows Phone 7 para o 8? Não necessariamente. A mudança que estamos vendo agora não é no software, mas sim, na forma como o hardware é apresentado, tanto que muitos dos Lumias que vierem do Windows Phone 8.X fizeram o upgrade para o Windows 10. Da outra vez nenhum modelo tinha acesso ao upgrade.

A ideia é ofertar telefone diferenciados, com foco na produtividade, como no Modo Continuum, Office, integração com os produtos e serviços da empresa e uma UI que se difere dos demais S.O. do mercado, como o iOS e Android. Quem sabe esses aparelhos venham com um acabamento mais prêmio, que sirva de inspiração para as demais OEMs. Essas por sua vez vão poder explorar com mais liberdade o mercado deixado pelo Lumias, lançamento telefones de entrada, intermediários ou mesmo tops de linha. Vide os recentes lançamento da Acer, HP, etc. Sem dúvida ainda veremos os novos Surface Phones em ação e eles serão algo desejável. Esse é o plano de Nadella.

O que ainda não entendemos é qual a estratégia da Microsoft para o mercado brasileiro, já que estamos praticamente abandonados, sem sequer ter acesso aos novos Lumias 550, 650, 950 e 950 XL, quem dirá os demais telefones de OEMs como a Acer e HP. Já entramos em contato com a Microsoft Brasil para falar sobre esse assunto e eles nos garantiram que a Microsoft não irá abandonar nosso mercado. Eles estão apenas reorganizando suas estratégias de mercado e muito em breve teremos acesso as novidades.

Fontes: The Verge

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About Author

Funcionário Público Federal, formado em Licenciatura em Química, Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta do Windows Phone. Carpe Diem