Apoio da Microsoft a plataforma de Progressive Web Apps da Google é mais do que bom

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Ontem você conferiu com a gente a notícia de que o Microsoft Teams chegará a Windows Store no formato PWA (Progressive Web Apps) e também mostramos o que é um PWA e sua versatilidade. Hoje, você vai entender porque a plataforma dos Progressive Web Apps é tão importante para o mercado e porque a Microsoft apoia a Google nesse investimento…

Mas antes, para quem perdeu a matéria de ontem, o que é um PWA?

Progressiva Web Apps é um esforço da indústria para padronizar os web apps e service workers, que permitem que os apps funcionem no seu dispositivo como um app nativo da plataforma. Os apps podem trabalhar off-line e responder rapidamente como um app nativo, independente da latência da rede. Apps do Chrome, apps embalados do Windows e Hosted Web Apps são baseadas em padrões HTML5, mas, têm diferentes formatos de manifesto e requisitos.

A padronização destes requisitos implicará que o PWA seja verdadeiramente multiplataforma e o Google agora está exigindo que os desenvolvedores adotem padrões de PWA para seus Apps no Chrome. A Microsoft disse que os Hosted Web Apps (HWA) naturalmente irão evoluir para PWA com a tecnologia service workers à disposição no Microsoft Edge.

A definição de Progressive Web Apps para um aplicativo, não deixa nenhuma dúvida de suas qualidades:

  • Progressivo – Funciona para qualquer usuário, independentemente do navegador escolhido, pois é criado com aprimoramento progressivo como princípio fundamental.
  • Responsivo – Se adequa a qualquer formato: desktop, celular, tablet ou o que for inventado a seguir.
  • Independente de conectividade – Pode trabalhar off-line ou em redes de baixa qualidade (Brasil, estou olhando para você).
  • Semelhante a aplicativos – Parece com aplicativos para os usuários, com interações e navegação de estilo de aplicativos, pois é compilado no modelo de shell de aplicativo.
  • Atual – Sempre atualizado, não precisa baixar atualizações para o aplicativo, o navegador faz isso nos bastidores, se necessário.
  • Seguro – Fornecido via HTTPS para evitar invasões e garantir que o conteúdo não seja adulterado.
  • Descobrível – Pode ser identificado como “aplicativo” graças aos manifestos W3C, que permitem que os mecanismos de pesquisa os encontrem.
  • Notificações – Facilita o engajamento com recursos como notificações push.
  • Instalável – Permite que os usuários “guardem” os aplicativos mais úteis em suas telas iniciais sem precisar acessar uma loja de aplicativos.
  • Linkável – Compartilhe facilmente por URL, não requer instalação complexa.

Os PWAs, nesse sentido, são pensados como aplicativos web híbridos. Se isso soa familiar, é porque o Microsoft Desktop Bridge (Project Centennial) também é um sistema híbrido de programação clássica do Win32 e modernas API UWP. Os aplicativos híbridos que misturam e combinam conjuntos de recursos são um tópico popular nos dias de hoje e será ainda mais no futuro.

Quer um exemplo real de um PWA e como ele funcionaria?

Um dos exemplos mais proeminentes de um PWA moderno é o Twitter. Se você navegar até mobile.twitter.com no seu telefone ou mesmo no navegador do seu PC (não importa qual navegador), você pode experimentar o que é um PWA enquanto ele é apenas um site. Agora, pegue esse site, o empacote em um arquivo Microsoft APPX (UWP) e liste-o na loja e você possui um novo aplicativo do Twitter que oferece suporte a notificações e uma experiência nativa. A Plataforma Universal da Microsoft (UWP)  preenche as lacunas do PWA com suporte para notificações no Centro de Ações, Live Tiles, integração com Cortana, compartilhamento de metas e muito mais.

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Usando o Web Service Workers e o cache do “app” podem receber atualizações em tempo real e até mesmo trabalhar offline.

Embora o aplicativo PWA-UWP possa ser atualizado a qualquer momento, graças à Windows Store um monte de conteúdo torna-se bem dinâmico, o que significa que as empresas podem fazer alterações no backend e entregar novidades mais rapidamente a seus cliente sem sequer atualizar a aplicação na loja. Além disso, devido aos critérios anotados acima, como o suporte para HTTPS e a listagem da loja (“aplicativos siled”), os clientes sabem que o aplicativo está seguro.

Mas, porque a Google estaria tão interessada nos PWA?Já que não há nenhuma lacuna de aplicativos no Android por exemplo…

Atualmente, o Google Chrome é o único navegador que oferece suporte de forma oficial aos PWA, mas a Microsoft anunciou que o Edge também está os suportará, logo, o Windows 10 também.

O Chrome OS não é o Android. Além disso, o mais importante para a Google é que os PWAs são tratados como sites de JavaScript, o que significa que a Google “rastreia” a web e os PWAs podem funcionar para fins de otimização de mecanismos de busca (SEO). Isso também é bom para os editores – como nós – que “perdem” o tráfego da web, oferecendo um aplicativo nativo. Também é bom para as empresas, que poderão oferecer uma experiência ainda mais integrada com os navegadores que suportam os PWA, logo, tudo isso deve aumentar consideravelmente as receitas da Google, já que o browser de internet poderá ganhar mais espaço e notoriedade frente as lojas de aplicativos, consequentemente seu S.O. desktop, o Chrome OS. 

Qual o interesse da Microsoft nos PWA? Isso não prejudicará os UWP (aplicativos universais do Windows)?

O interesse está bem claro: mais aplicativos para o Windows. E não! Os PWA não irão prejudicar os UWP. A plataforma universal do Windows já conta com a capacidade de se conectar aos PWA. O desenvolvedor que quiser poderia facilmente incorporar funcionalidades de um UWP em seu PWA, como Notificações Push, Live Tile, Cortana, etc. O Visual Studio também terá um papel importante nisso tudo, é claro.

Isso mudará o mercado de aplicativos para computadores e telefones?

Provavelmente sim. A ideia de aplicações nativas, construídas em plataformas exclusivas e para sistema operacionais exclusivas, não deve durar muito mais tempo. Empresas pequenas com baixo orçamento já enfrentam dificuldade para lançar suas aplicações em várias lojas diferentes, enquanto o desenvolvimento de um PWA que funcione em todo e qualquer lugar seria muito mais viável.

Quais os problemas que podem vir pela frente?

O custo para fazer um PWA é bem menor do que o de desenvolver um aplicativo nativo. Então, as empresas podem querer optar pelo PWA e isso pode desestimular desenvolvedores independentes e empresas do ramo, já que o valor pela criação da aplicação pode cair drasticamente. Sendo assim, alguns DEVs podem sofrer com isso.

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Além disso, a princípio, um PWA pode ter uma aparência “muito genérica”, fazendo com que os consumidores percebam rapidamente que aquele PWA não é uma aplicação nativa do sistema. Isto é, nem sempre um PWA irá combinar perfeitamente com a aparência do sistema e isso pode deixar alguns usuários mais apaixonados pela UI do seu S.O. chateados. Claro que com a evolução da plataforma isso deixará de ser um problema, pois, acreditamos que muito em breve será igualmente simples customizar a UI de um PWA.

A demora na adoção de tal plataforma também pode ser algo desaminador, pois, não será da noite para o dia que os DEV e usuários irão migrar tudo para os PWA.

Enfim, ao embarcar o Windows 10 em processadores ARM e fazer com que o Microdoft Edge suporte os PWA, a Microsoft caminha em direção a um sistema ainda mais unificado e que suportará muito mais aplicações do que suporta hoje. Será que o plano vai dar certo?

Fonte: Windows Central

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Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP – Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!