[Editorial] Aprecie Sem Moderação… por Márcio Vianna

0

Olá!

É sempre um prazer revê-los.

Oficialmente eu não retornei à equipe do Windows Team, deixemos claro!, mas as últimas notícias publicadas pela imprensa especializada em Windows me forçaram a sair de meu período sabático.

Inicialmente eu gostaria de parabenizar ao Alexandre Lima por não ter ingressado nessa descompostura e nessa onda de pessimismo e difamação, seja do sistema, seja de sua proprietária, a Microsoft. Por mais que os tempos não estejam fáceis, lembremos que depois da tempestade, a bonança. Por sua elegância, adoro o Windows Team.

Também gostaria de parabenizar o bom trabalho realizado por Marcelo Pacheco. Pensa que não leio suas publicações? Prazerosas matérias.

É bom saber que após minha saída esse canal manteve-se elegantemente confiável, por mais que notícias falaciosas não faltem e é de um profundo amargor deparar-me com descomposturas editoriais. Infelizmente essa descompostura inundou as publicações nacionais e internacionais. Decepcionante. Nesse meio tempo diversos desses veículos ou se foram, como o Compêndio Windows e o VNext, ou sequer valem mais nosso tempo, sejam por suas publicações escritas ou audiovisuais, seja pela deselegância de outrora editores que declaravam-se “apaixonados” e passaram a condição de difamadores. Esses causam-me asco.

É, mas eu sei que você não veio aqui reencontrar-me para refletirmos acerca da imprensa, certo? Teve gente que até marcou na agenda essa publicação. Você quer mais uma vez deliciar-se lendo meus textos sobre Windows, não é? Então vamos lá. Vamos tirar essa ferrugem!

E já que vamos voltar a conversar sobre o Windows, nada melhor do que dar voz aos Dirigentes.
A Nova Microsoft foi redefinida desde que seu mais recente Dirigente Principal assumiu o cetro da companhia. Até então, o Windows era desenvolvido sob outro paradigma: a especialização de equipes. Cada versão do sistema possuía sua própria equipe e as versões do sistema nem sempre compartilhavam as mesmas funções.

Um sistema operacional, como qualquer programa, é resultado de sua infraestrutura de programação e a Microsoft àquela época racionalizava framework e engenharia por versão do sistema.

Com relação às versões do sistema operacional Windows em desenvolvimento havia Windows para computadores em arquitetura x86, Windows para computadores em arquitetura AMD64, Windows para smartphones em arquitetura ARM.

Logo ao assumir, a declaração foi direta e os anseios não poderia ser maiores:

Satya Nadella: “Racionaremos a próxima versão do Windows de três sistemas operacionais a um único convergente sistema operacional para telas de todos os tamanhos. Teremos uma única equipe de arquitetura mútua.”

 

Mútua arquitetura?

Sem descer a maiores explanações, desde sempre aprendemos que sistemas de processamento possuem arquiteturas específicas, sendo essa a razão de não permitir que as versões dos sistemas operacionais desfrutem sempre das mesmas capacidades.

As diferenças existentes entre as arquiteturas RISC e CISC impõem padrões de desenvolvimento e suas restrições. Essas arquiteturas diferem essencialmente quanto ao princípio de infraestrutura tecnológica.
No início, a engenharia de programação era realizada exclusivamente em linguagem Assembly ou código de máquina. Como a capacidade do hardware à época superava bastante o conjunto de instruções que eram programados, os pesquisadores e engenheiros começaram a escrever cada vez códigos mais extensos. Não demorou muito até que a extensão dos códigos superasse a quantidade de dados que pudessem ser processados por ciclo de operação do hardware, dando origem aos códigos complexos. Aqui está o ponto central de distinção entre as arquiteturas para lidar com a crescente complexidade dos códigos.

A filosofia Cisc baseia-se na evolução da capacidade do hardware. A filosofia Risc baseia-se na padronização e organização das instruções para que essas não superem a capacidade do hardware.

Ambiente de processamento baseados em princípio Cisc adicionaram uma unidade de memória junto à unidade de processamento que armazenasse as predefinições necessárias a interpretação dos códigos – microprograma. Uma técnica facilmente compreensível. Distingue-se a manipulação dos dados em razão de sua complexidade. Dados cujas instruções não superassem a capacidade de processamento por ciclo da unidade central, códigos simples, teriam acesso imediato. Dados cujas instruções superassem a capacidade de processamento por ciclo da unidade central, códigos complexos, seriam redirecionados à memória introduzida na unidade de processamento para que o microprograma nela contido as interpretasse e dividisse num conjunto de instruções simples equivalente adequado à capacidade de processamento.
Ambientes de processamento baseados em princípio Risc lidam de forma diferente com as instruções complexas. A capacidade de processamento é previamente definida e as instruções porventura são também divididas em instruções simples, mas em momento anterior à execução e fora do ambiente de processamento, pelo compilador. Códigos enviados à unidade de processamento baseados em arquitetura Risc sempre serão adequados à capacidade de processamento por ciclo.

Essa distinção clássica entre as arquiteturas Risc e Cisc é válida até os dias atuais quando estamos frente a processadores de 32 bits.

A AMD superou essa fronteira ao projetar seu AMD K8 baseado em 64 bits. Ao ampliar a capacidade de instruções que pudessem ser realizadas por ciclo de processamento, dando pleno suporte aos códigos complexos, e realizando predefinições no compilador para que a complexidade dos códigos não pudessem futuramente vir a superar a capacidade de processamento, a outrora distinção estava superada. Ambas arquiteturas passaram a estruturar-se sob o mesmo princípio. Daí atualmente serem os processadores fabricados em arquitetura híbrida.

Mas não confunda. Arquitetura híbrida não é arquitetura mútua.

Então, o que é arquitetura mútua?

Afinal estamos na Microsoft, onde a ambição é parte de sua cultura:

Bill Gates: “Se você quer chegar aonde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz.”

As clássicas arquiteturas CISC e RISC estruturam os atuais processadores e determinam o atual mercado. Para além delas há a arquitetura NISC, e Nadella não teve dúvida em superar as atuais estruturas do mercado.

Calma, muita calma!

NISC, no instruction set computing, é uma arquitetura para a construção de computadores e tecnologia de compilação baseada em pleno acesso e controle dos recursos de hardware.

Releia. “Recursos de hardware” e não apenas capacidade do processador. Em essência, tratasse de um conceito acadêmico baseado na superação do principio da arquitetura Risc ou apenas consideração da capacidade do processador.

O compilador deve não restringir-se apenas à geração de códigos adequados a capacidade de processamento, mas a todo ambiente de hardware. A capacidade de todos os elementos que compõem um computador deve ser previamente testada e considerada, gerando um código ultra-otimizado. Performance não possui mais relação com a arquitetura, mas com a capacidade de acesso à informação na memória, imediata (cache), próxima (RAM) e remota (HD). O código ultra-otimizado é resultado dessa predefinição que só é possível pela reestruturação da infraestrutura de programação. Para reestruturar a infraestrutura de programação, Nadella abriu espaço para o novo Compilador .Net Native e o novo framework .Net Core.

Aí…

Relaxa aí programador que seu pânico encerra agora.

  • .Net Core é voltado à criação e teste de novas tecnologias e não para a produção;
  • .Net Standard é uma abstração, resultado da avaliação de quais recursos existentes (Library) nas mais diversas versões do .Net podem ser integrados a essa nova arquitetura mútua.

Arquitetura mútua ou .Net Standard não é resultado da intersecção entre as diversas versões do .Net, mas da integração dessas Libraries a um amplo framework que pode ser implementado tanto a ambiente de processamento CISC quanto RISC.

O framework .Net Standard associado ao compilador .Net Native gera o código em essência multiplaforma.

Um código portado a .Net Standard será um código possível de ser implementado em qualquer aparelho e versão de sistema Windows.

Caso esteja interessado em testar a compatibilidade de seu código com essa nova arquitetura mútua basta acessar https://icanhasdot.net.

.Net Standard supera a fronteira da implementação das aplicações as versões do Windows.
Os códigos agora podem ser universais. Não apenas os códigos, mas o próprio sistema operacional. Agora esse sistema operacional universal deriva de uma única e unificada infraestrutura.

Satya Nadella: “Unificaremos nossas lojas, comercialização e plataformas de desenvolvimento.”

Sim, o Windows universal é resultado da unificação das versões anteriores do sistema. A arquitetura unificada NISC pressupõem que recursos sejam mutuamente suportados. Sistemas são integrados, não abandonados.

Aqui o papo fica divertido…

Ora, se sistemas são integrados, uma condição essencial para a integração é a de que possuam os mesmos elementos. Certo? Logo, o sistema operativo universal resulta dessa condição imprescindível: possuir os mesmos elementos em suas mais diversas formas.

Então… necessitamos colocá-lo no direção certa.

Satya Nadella: “Se estamos caminhando para a adoção de uma cultura que estimula e assume o risco, não podemos compreender nossas falhas como uma falha, mas devemos refletir sobre nossas falhas como uma oportunidade de aprendizado. Agora, nosso desafio é compreendermos o conceito e substituí-lo por uma nova ideia.”

Siga à esquerda!

Novas idéias resultam da compreensão do problema e da geração de novas perspectivas. E é preciso testá-las. Daí a necessidade de um espaço dedicado e uma equipe de mente aberta.

O conceito de um sistema universal é compreensível e sua condição é que me parece que ao longo desses anos a imprensa não tê-lo atentado. É necessário que as diversa versões do sistema tenham os mesmos elementos.

Acaso não mais se lembrem, os elementos do Windows são: botão windows, barra de lançamento, bandeja do sistema, central de informações, área de trabalho e multitarefa. Seis elementos e apenas esses seis elementos.

Aqui jaz a grande falha dos mais diversos conceitos que você encontra. Todos esqueceram do simples: observar o que a própria Microsoft estava testando. Senhores, a Microsoft estava todo esse tempo testando novas perspectivas através dos sistemas concorrentes. Não foi para impulsionar sistemas concorrentes que ela disponibilizou suas soluções nas outras Lojas, mas para incentivar e aprender novas perspectivas. Rio quando leio em diversas publicações internacionais como usar o Windows no Android.

Putz! Essa é demais! Não vêem o básico que a nova definição do Windows para smartphones já foi apresentada? Ela é a Arrow! o launcher disponibilizado para Android. Ah que isso!?! Sério?
Aham… Já está até em uso. Então, eu usuário de Windows não fui abandonado e nem me tornei órfão?

Criança,…O PA-PAI CHE-GOU!!

Criança, se você ainda vai insistir que não, basta comparar os elementos entre o Windows 10 Team e o Arrow.

E se ainda tem dúvida… compare a tela de Boas Vindas da versão 10 Team à Next Lock Screen

Hum… … Windows Team… suspeitava que esse nome guardasse algum segredo.

A publicação criada inicialmente para os smartphones Windows não poderia ter escolhido nome melhor.
Ela carrega em sua alma e nome a versão do sistema refeita por completo para aparelhos com tela que suportam interação por toque.

Eu continuo não querendo um Windows Phone, e muito menos um Mobile. Mas, vou adorar o Windows 10 Team. Afinal né, já declarei que eu adoro o Windows Team. Uma variante do Windows 10 Team é a versão do Windows 10 para telas interativas que será levada ao mítico Windows Surface Ultramobile ou Surface PamlTop.

Não sem sacrifícios…

Agora todas as versões do Windows compartilham dos mesmos elementos – Composable Shell. A apresentação do sistema é que sofre alterações para adequar-se ao aparelho utilizado.

Windows 10 DeskTop

Windows 10 Holografic

Windows 10 Team

E ao atentar para o Windows 10 Team, você conhece muito da redefinição de linguagem visual. Só temos de aguardar a apresentação dos elementos do Windows nos aparelhos portáteis.

Sim, vai mudar, pois a forma de interação do Hub não é a mesma dos atuais Phones.

Nadella recoloca o Windows na direção correta, finalmente! Agora só não vale dizer que tudo isso é novo e você não sabia, né pessoal?

Viu?

Surface é Mobile!

Mas, ainda faltam os Apps!

Eu sei. Mas, esse é tema para uma outra conversa.

É Windows Vista quem diria… de versão mais odiada… à mais amada!

Share.

About Author

Apaixonado por computação.