Firefox OS está oficialmente encerrado e isso é péssimo

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Quatro anos atrás a Mozilla revelava ao mundo o seu sistema operacional, o Firefox OS.  Parcialmente baseado no Android, sua maior intenção era se tornar o sistema operacional móvel mais barato do mundo, porém, que ainda assim ofereceria tudo o que um usuário de smartphone precisava.

Ele era um sistema operacional de código aberto inteiramente alimentado por tecnologias web. Todas as aplicações, a interface, a tela inicial e muitas partes do sistema foram escritas em HTML, CSS e JavaScript.

Depois de não obter muito sucesso no mercado de smartphones, já que o Android continuava engolindo tudo, e até o Windows Phone 8.1 começava a ganhar muita força, tempos atrás a Mozilla resolveu focar no que eles chamam de dispositivos conectados, como smart TVs, entre outros. A Panasonic 4K TV é um bom exemplo de dispositivo conectado que trouxe instalado o Firefox OS. O sistema também contava com uma loja, porém, é o fim para tudo isso.

A fabricante anunciou nessa sexta (03) que está encerrando por completo o projeto do Firefox OS. Eles explicaram aos desenvolvedores que, depois da atualização para a versão 2.6, o sistema não receberá mais suporte e atualizações. Sua loja de Apps ficará no ar até 29 de março, e o fim de tudo será em maio.

O comunicado oficial da empresa confirmou que a decisão também deixa no ar a vaga possibilidade de que a Mozilla não tenha desistido por completo dos esforços de criar novos sistemas operacionais e produtos para dispositivos móveis. Segundo o comunicado, a Mozilla vem “testando um novo processo de inovação de produto”.

O fim do Firefox OS é ruim para todos em várias aspectos. O primeiro deles é que, como praticamente toda concorrência é benéfica para os consumidores, então, agora temos menos um lutando contra o gigantesco Android da Google; segundo que o mesmo pode ser aplicado quando o assunto são os S.O. para dispositivos IoT (internet das coisas ou dispositivos conectados se assim preferir). Hoje, esse segmento é dominado pelo Linux, e a Microsoft tem tentado adentrar nele com tudo; por fim, temos aqui o fim de mais um projeto Open Source. Por mais que gostemos da Microsoft e da Apple, sabemos como seus softwares e hardwares são caros. Há quem pense que o Android da Google é um projeto completamente Open Source, mas não é. Projetos de código aberto de verdade forçam as demais empresas a repensarem no custo de venda final dos seus produtos.

De uma forma geral lamentamos o fim do Firefox OS, assim como lamentamos recentemente o trágico fim do Blackberry OS, e tempos atrás lamentamos o fim do Symbian e do Palm OS (veja o Palm OS no vídeo abaixo). Esse último inclusive, bastante desconhecido por muitos aqui, serviu de inspiração para muitas funcionalidades do iOS e do Android.

Interessante notar que as tentativas de bater de frente com o Android foram várias, e feitas por diferentes fabricantes e de diferentes formas, porém, nenhuma delas obteve sucesso até hoje. Temos aqui a Mozilla com o Firefox OS, a RIM com o Blackberry OS, a Nokia insistiu por muito tempo no Symbian, e só depois apostou no Windows Phone, que mesmo assim resultou em fracasso total também. A Samsung, por exemplo, tenta, na surdina, emplacar o Tizen, mas ela ainda não encontrou uma forma de se desvincular do Android sem perder em lucratividade.

A Microsoft também luta contra o S.O. do Google há anos, desde o Windows Mobile 6.0. Depois vieram o Windows Phone 7, o 7.5, o 8 ou 8.1 e agora o Windows 10. Por enquanto apenas o Windows Phone 8.1 conseguiu arranhar de leve o domínio androidiano.

Doí saber que apenas a Microsoft continua insistindo nessa guerra, pois, pelo visto, os demais já se entregaram. Ah, a Apple não entrou na conversa por ser um produto de nicho, presente apenas em um modelo de smartphone. Não existe a possibilidade da Apple e seu iOS desbancar o Android por conta disso. É preciso um S.O. capaz de rodar em dispositivos de diferentes fabricantes, tal como acontece com o Windows 10 e como era com o Firefox OS.

Fonte: Androidpolice

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Funcionário Público Federal, formado em Licenciatura em Química, Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta do Windows Phone. Carpe Diem