Imagem de divulgação do Huawei MateBook 13 com Linux
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Huawei MateBook é vendido na China com Linux

Não é novidade para ninguém que a Huawei é responsável pela produção de alguns dos melhores laptops ao redor do mundo, assim como acontece no segmento mobile, a gigante chinesa consegue colocar qualquer outra OEM no chinelo quando o assunto é design e desempenho. Diferente de seus concorrentes que, muitas vezes, acabam focando em matérias mais baratos para manter o preço mais em conta para o consumidor final, a Huawei está sempre focada na elegância para entregar maior qualidade e design dignos aos usuários que escolhem seus produtos.

A gigante chinesa vem passando por maus bocados depois que o Presidente norte-americano Donald Trump colocou a empresa em uma lista negra comercial impedindo que empresas americanas forneçam componentes, serviços ou licenças de software a Huawei. Os computadores e smartphones da Huawei são maravilhosos, mas as incertezas sobre o acesso ao Windows e o Android (Google Apps), acabam prejudicando o crescimento da empresa que já é a número 2 no ranking mundial de OEM’s produtoras de hardware.

A Huawei conseguiu uma “trégua” de mais 90 dias o que possibilita a empresa continuar utilizando recursos americanos em seus produtos e tentar solucionar a crise com os Estados Unidos nesse período, porém, não se sabe até quando essa história continuará. Embora haja a possibilidade de que este indulto seja prorrogado inúmeras vezes, há também a possibilidade de que isso não ocorra e, assim, a chinesa não teria mais acesso ao Android do Google e aos sistemas operacionais Windows da Microsoft.

Em smartphones, a Huawei está trabalhando no Harmony OS que seria uma opção ao Android. O intuito da empresa é utilizar esse sistema em todo o seu ecossistema de produtos bem como a Microsoft fazia no ecossistema Windows (Desktop / Mobile / Console / Smartwatch), porém, a otimização do novo sistema operacional em Desktops precisaria de muito mais desenvolvimento.

Como isso levaria algum tempo, a gigante chinesa viu-se num beco sem saída e, com isso, encontrou no Linux uma válvula de escape para o Desktop. O site BetaNews reportou que a Huawei iniciou as vendas dos seus MateBooks, mais precisamente o MateBook 13, MateBook 14, e MateBook X Pro rodando o sistema operacional do pinguim na China.

Imagem de divulgação do Huawei MateBook 13 com Linux

Os MateBooks executam uma distribuição Deepin Linux, que é baseada do chinês Debian (desenvolvida de maneira aberta) e é denominada “o único Desktop mais bonito do mercado”.

Interface do Huawei MateBook utilizando o Deepin Linux

A distribuição Deepin Linux tem como destaque sua interface com um visual bem limpo e com suporte a personalização permitindo uma interface bem similar ao Windows ou MacOS para os já familiarizados aos sistemas da Microsoft ou Apple. Assim com as outras distribuições baseadas no Kernel do Lunix essa distribuição conta com sua própria loja de APPS que disponibiliza muitos programas de código aberto como Google Chrome, Spotify e Steam. Ela também inclui um pacote de software de aplicações desenvolvidas pela Deepin Technology, bem como WPS Office e CodeWeavers ‘ CrossOver.

Podemos destacar que o valor será o principal atrativo nas versões dos MateBooks que utilizam o Linux que, comparada as versões que utilizam o Windows 10 embarcado, é relativamente menor. Você pode conferir no site Vmall.com (em chines) as diferenças de valores entre as versões.

A Huawei não pretende abandonar o Windows nos seus PCs bem como o Android em seus smartphones, isso é apenas uma saída temporária ao seu cenário atual graças as sanções que a empresa enfrenta devido a decisão do Presidente norte-americano Donald Trump. Esperamos que a gigante chinesa consiga solucionar essa questão e continuar crescendo no mercado como uma gigante que ela realmente é!!!

Fonte: mspoweruserBetaNews

Diego Mendes
33 anos, Paulista, libriano, apaixonado por tecnologia e pelo ecosistema Windows. Fã da Nokia e dono de um Huawei P30 PRO.