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Intel cria smart glasses que mais parece um óculos comum, mas não é

O projeto é chamado de Vaunt… e sim! ele lembra bastante o Google Glass lançado em 2013 e descontinuado em 2015, devido a baixa procura e problemas com privacidade do usuário e algumas legislações, porém, o projeto da Intel traz um smart glasses renovado que parece ter aprendido com os erros do projeto da Google.

A primeira grande sacada do Vaunt é que seu design foi pensando de tal forma que ele mais parece um óculos como outro qualquer que usamos no dia a dia, e não algo futurista que se destaca na multidão, como era o caso do Google Glass e outros projetos semelhantes. A ideia é que ele seja confortável em todos os sentidos, inclusive na questão “discrição”. Num primeiro olhar ele nem parece um gadget, mas sim, um acessório como outro qualquer.

Intel Vaunt a sua esquerda e Google Glass a direita

Mas, como diz aquele velho ditado… “as aparências enganam…” e o Vaunt passa longe de ser apenas um óculos comum. Dotado de tecnologia de ponta, o smart glasses da Intel pode projetar imagens por meio de um laser emissor de luz que permite visualizar informações diversas na altura dos seus olhos com uma resolução de 400 x 150 pixels.

A seguir você verá como a Intel descreve o seu projeto de óculos inteligente:

“Tivemos que integrar fontes de luz muito eficientes em termos de energia, dispositivos MEMS para realmente pintar uma imagem. Usamos uma classificação holográfica embutida na lente para refletir os comprimentos de onda corretos de volta ao seu olho. A imagem é chamada de projeção retiniana, de modo que a imagem é realmente “pintada” na parte traseira da retina.

É um laser de classe. É tão baixo poder que não precisamos certificar-nos e, no caso de [Vaunt], é tão baixo poder que está na extremidade inferior de um laser de classe um.

– Jerry Bautista, a liderança para o time de construção de dispositivos portáteis no NDG da Intel”

Para usar corretamente o sistema o Vaunt precisa ser adaptado ao rosto do seu usuário. Isso envolveu um procedimento bastante rápido e simples que consiste em medir a distância pupilar. É um processo padrão que qualquer um que tenha óculos esteja familiarizado, e é essencial que a tela apareça no lugar certo em seu campo de visão. Uma vez que isso for medido, uma pessoa habilita programa o óculos e ele estará pronto para o uso.

Outro ponto interessante do Vaunt é que o pequeno display onde as informações são posicionadas não atrapalha o seu campo de visão focal. Ele ficará em um local onde sua visão periférica pode vê-lo, porém, ao focar em algo ele praticamente não aparece em seu campo de visão, a não ser que você opte por olhar para ele.

“Nós não queremos que a notificação apareça diretamente em sua linha de visão”, diz Eastwood. “Nós o colocamos cerca de 15 graus abaixo da sua linha de visão relaxada. … Um display de LED que está sempre em sua visão periférica é muito invasivo. … esta pequena luz cintilante. A beleza deste sistema é que se você optar por não olhar para isso, ele desaparece.”

Num primeiro momento ele poderá ser sincronizador com dispositivo Android e iOS, inclusive poderá oferecer suporte a alguns aplicações programadas para isso. Executivos da NDG inclusive acreditam que em algum momento ele contará com suporte a assistentes de voz, como o Google Now, Siri, Alexa ou Cortana.

Com relação a problemática em torno da privacidade do usuário, a solução adotada pela Intel não poderia ser mais eficiente… o Vaunt simplesmente não tem uma câmera, então, será possível usa-lo em todo e qualquer lugar sem prejuízo a privacidade alheia e do usuário.

A promessa é que o Vaunt esteja disponível para o público desenvolvedor até o final deste ano.

Fonte: The Verge

Alexandre Lima
Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP - Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!