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[Jogos] Pequenos estúdios encontram na Microsoft uma parceria especial

Você pode não saber, mas a receita de jogos da Microsoft, que inclui hardware e software, aumentou 18% durante o terceiro trimestre da companhia, para US $ 2,25 bilhões. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, atribuiu esse salto, em parte, a desenvolvedores de jogos de terceiros construindo jogos de sucesso para o Xbox, porém, será que existe uma contrapartida da Microsoft para esses estúdios de terceiros? 

Entre esses estúdios temos grandes empresas, como a Ubisoft, DICE e outros, porém, temos muitos estúdios independentes, como é o caso do Undead Labs, criador do jogo de sobrevivência State of Decay e é muito legal ver como funciona a relação da Microsoft com esses estúdios menores.

Segundo os empresários por trás do Undead Labs, State of Decay é fruto de uma grande parceria com a Microsoft. Ela começou em meados de 2009, poucos meses depois da criação do mesmo. Jeff Strain, fundador e chefe do Undead Labs, acredita que tal interesse da Microsoft veio do fato de que ele e outros fundadores da Undead tinham um histórico de criação de jogos de sucesso em grandes estúdios. Foi também devido ao fato de que a ideia do jogo deles era única demais para deixar passar, disse Shannon Loftis, gerente geral da Microsoft Studios Global Publishing, a unidade que trabalha com editoras independentes. 

Como funcionou a parceria da Microsoft com a Undead Labs?

O modelo adotado com a criadora do State of Decay é a mesma aplicada a outros estúdios do mesmo porte. A equipe do jogo trabalha de forma independente enquanto a Microsoft entra com recursos diversos e capital para fazer com que jogos mais complexos, aqueles que levam anos para serem produzidos, possam sair do papel para a tela do seu videogame. 

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É só você imaginar o seguinte… um estúdio independente pode não ter capital de giro o suficiente para trabalhar durante 4 ou 5 anos num único título e esperar o retorno financeiro para bancar todos esses anos de dedicação. Até porque nenhum retorno é garantido, porém, isso muda quando temos a logo do Xbox encrustada por trás do jogo. Ai entra uma empresa maior, com mais recurso, que investe na produção do game e depois reparte os lucros com seus criadores. Nesse meio, é claro, temos o nascimento de um jogo exclusivo, como é o caso do State of Decay 2, exclusivo para o Xbox e Windows 10 e que também está disponível no Xbox Game Pass.

Marketing é outra palavra chave. Estamos falando de algo extremamente custoso e complexo. A Microsoft também usa sua luva do poder para mostrar ao mundo o potencial do jogo, que por sua vez, surpreende a todos, já que muita gente ainda tem uma certa discriminação por títulos de estúdios independentes, quando na verdade, muitas ideias originais saem de uma pequena sala de escritório com 3 ou 4 desenvolvedores trabalhando em algo incrível.

Parcerias de pequenos estúdios com grandes empresas pode se tornar uma tendência

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Essa tendência está se tornando mais prevalente, disse Evan Wingren, analista de videogames da KeyBanc Capital Markets, especialmente com o custo de desenvolver jogos mais elaborados. Os salários dos desenvolvedores de jogos aumentaram à medida que a indústria cresce, e a maneira como as pessoas jogam jogos mudou drasticamente na última década.

Tudo começava com a aquisição de um disco físico para que as pessoas pudesses jogar… e seria basicamente isso até que uma sequência fosse lançada. Mas agora, os jogadores esperam que os frequentes patches do software corrijam bugs, sem mencionar as atualizações maiores que adicionam mais conteúdo e recursos, as  chamadas DLCs. Os estúdios precisam ficar atualizados constantemente.

Claro que grandes empresas como a Microsoft também desenvolvem seus próprios jogos, mas também tem uma longa história de parceria com desenvolvedores independentes, começando quando se juntou a Bruce Artwick em 1982 para lançar o jogo de longa duração Flight Simulator. 

Ao longo da década de 1990, a empresa desenvolveu seus próprios jogos para PC e comprou empresas de jogos de computador. Essa estratégia mudou em 2001, quando o primeiro Xbox foi lançado, e a Microsoft investiu grande parte de sua energia no desenvolvimento de jogos para seu console.

Agora, a Microsoft Studios desenvolve seus próprios jogos, como o Forza, também comprou a Mojang, fabricante do popular Minecraft, e junto com parceiros de estúdios independentes, incluindo a Undead Labs, produziu mais de 300 jogos, tanto internos como externos. 

A divisão ganhou credibilidade junto a desenvolvedores independentes nos últimos anos, expandindo parcerias e suporte para desenvolvedores de jogos menores para facilitar o lançamento na plataforma Xbox.

No final de tudo todos saem ganhando. A Microsoft, é claro, por incluir mais e mais jogos a sua plataforma, deixado-a mais interessante; estúdios independentes ganham oportunidades antes inimagináveis; e principalmente o consumidor final, o gamer, que tem acesso a criações diversas que chegam dos mais diversos locais. É um ciclo onde quem mais sai ganhando é a criatividade e o entretenimento.

Fonte: seattletimes

Alexandre Lima
Microsoft MVP Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!