Motorola Moto X mostra que hardware não é tudo mas o Windows Phone já mostrou isso antes

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Sempre que vamos comparar os smartphones top de linha com Android com os Windows Phone, sempre aparece alguém dizendo: prefiro pagar 2000 reais num Quad-Core com Android do que num Dual-Core com Windows Phone… 2Gb de RAM, etc, sempre enfatizando o hardware do aparelho e não o conjunto da obra.

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Pois bem, o primeiro smartphone proveniente da parceria Google + Motorola (para não fizer compra), está pronto e deve chegar ao mercado com um hardware “comum” que vai de encontro a esse paradigma.

O Motorola Moto X tem um processador Qualcomm Snapdragon S4 com 1,7GHz de clock para gerenciar a maior parte das suas tarefas. Além disso, ele tem outros “processadores” menores para auxiliar com gráficos e computação textual e muitos insistem em dizer que ele tem oito núcleos de processamento (Octa-Core como o Samsung Galaxy S4), mas, não tem. Isso é ruim? Não! Já que o Android 4.2.2 que roda no Moto X funciona perfeitamente no aparelho.

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Isso só mostra como o conjunto da obra é mais importante do que números de hardware. Tanto que espera-se que o Moto X seria um Galaxy S4 killer, quando na verdade a Google/Motorola colocaram no aparelho exatamente o ele precisa e nada mais. Até mesmo sua tela não chega a impressionar em números, tendo em vista que ela tem 720×1280 pixels de resolução e 316 ppi de densidade. A título de comparação o Nokia Lumia 920 tem 1280 x 768 de resolução e 332 ppi de densidade. Além disso, o Moto X vem com uma câmera de 10mpx que faz uso de uma tecnologia nova chamada de “tecnologia Clear Pixel” e ele tem 2Gb de RAM para auxiliar em tudo.

O principal destaque do aparelho está mesmo em sua gama de possibilidades de personalização que inclui cores da capa traseira entre outros detalhes que para quem lê sobre o universo Windows Phone já conhece bem (exceto por alguns detalhes como a gravura do nome do aparelho).

Na verdade o Moto X só mostra que a Google já percebeu que ela precisa melhorar o Android e não seus OEM’s precisam aumentar o número de núcleos do processador a cada lançamento, caso contrário daqui a pouco veremos processadores com 16 núcleos para rodar o Android 5.0. O Windows Phone já mostrou como se faz isso, pois, aparelhos com processadores Dual-Core com clock de 1Ghz e 512Mb de memória RAM (como o Lumia 620 da imagem abaixo), rodam o WP8 com uma fluidez ainda imbatível frente aos demais S.O. Isso ajuda o consumidor a ter acesso a um aparelho mais barato, mas que roda o sistema em sua plenitude e velocidade.

lumia-620-com windows phone 8 lançamentoSendo assim, para quem ficava comparando aparelhos com Android com os com Windows Phone apenas pelo hardware, chegou a hora de compará-los pelo software e demais parâmetros como qualidade da câmera, qualidade de construção, fluidez do sistema, GPS, Apps, suporte pós-venda, facilidade de uso, estabilidade do S.O., segurança da informação, etc, como deveria ter sido desde o princípio. E chega de dizer que só porque um aparelho tem Octa-Core ele vale mais ou é mais rápido do que um Dual-Core, pois, no final, o que conta é o conjunto da obra, não é Google?

OBS: Agora o Gizmodo diz na chamada da matéria: Motorola Moto X: esqueça as especificações, este smartphone é incrível. Mais hein? Antes tarde do que nunca para aprender alguma coisa.

Fontes: Gizmodo

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About Author

Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP – Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!

  • Renan Julio

    Em termos de Matéria-prima, eu acho que a Nokia vai ser sempre imbatível, pois a qualidade vs custo-benefício não tem igual. Vá comprar um Iphone 5S, sinceramente, acho um absurdo e titulam o consumidor brasileiro de idiotas. Eu acredito hoje que o problema na verdade é o software mal trabalhado como dito na matéria pelas empresas que customizam, eu possuo um Moto X e digo, estou surpreso, porque a Motorola apresentou seu cargo-chefe com qualidade de top, fluidez e o melhor com um preço bem abaixo da média e mostrou que sim, o android funciona sem ter 90 núcleos para rodá-lo (Samsung,LG, Sony – fazem suas versões customizadas). E discordo com o Guilherme Santos em alguns pontos. Se for analizar a “idéia” do leitor de digitais, a própria Motorola fez isso em 2011 se eu não me engano como Motorola Atrix. A idéia principal é hoje na verdade, a melhoria de software, nada mais.

  • Diogo Vasconcelos
  • Marcos Fernando

    Tive android por 3 anos e a cada lançamento para rodar um aplicativo precisava de mas configurações internas e meu celular não tinha capacidade, comprei um lumia 520 e to maluco por ele, hoje android pra mim num passa de um simples sistema que me bloqueava de tudo que era de novo no market então se fosse pra ter um celular que cada lançamento exige mas para que as novas atualizações pegasse em meu aparelho, optei a degusta um sistema novo e optei pelo lumia e não me arrependo nenhum um pouco, só to arrependido de não ter pego o lumia 720 mas janeiro do ano que vem vou esperar pra ver qual vai esta mas em conta para eu suprir um novo, mas hoje em dia o as pessoas achar que android e o mundo.

  • edicarter

    só queria saber uma coisa? comprei meu nokia lumia 520 e depois de 8 dias do prazo para a troca após a compra o carregador deu defeito, e eu paguei a garantia extendida. fui na loja que cujo o nome não posso falar “RICARDO ELETRO” o vendedor disse que eu tinha que mandar o produto para a nokia para eles fazer reparos ou trocar para mim.
    mais como é esse negocio, não entendi direito. quer dizer que hoje em dia a gente compra um produto e dá defeito ai temos que se F#%@#$ para poder trocar? mandar lá pra onde o vento faz a curva? e quem derrepente não pode mandar e precisa do aparelho urgente? só quero saber se isso está certo? valeu.

  • Helvio Fernando

    WP é bom mesmo, agora que comprei meu segundo engavetei o fabuloso Razr HD (é bom, mas WP é muito melhor)

  • Sergio Moreira

    já não sei mais o que é travamento, faz quase um ano com Windows Phone!