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Os PWA estão chegando para todas as plataformas do Chrome e no iOS

Sem dúvida você ainda vai ouvir falar muito sobre os PWA (Progressive Web Apps), ainda mais agora que a Microsoft declarou seu completo apoio a esse formato de aplicação ao anunciar que em breve eles estarão na Microsoft Store. O Microsoft Edge já oferece suporte aos PWA, então, do lado da Microsoft tudo caminha rumo a promoção de tais aplicações, que são consideradas bem mais leves e baratas do que os tradicionais apps nativos. Sem falar no fato de que os PWA podem ser construídos para funcionar nas mais diversas plataformas. Mas, e quanto a Google e a Apple? O que pensam sobre eles…

Já temos informações de que os PWA estão chegando a todas as plataformas do Chrome. Os PWA no Chrome já tem fácil à abertura no browser e ao compartilhamento de URL’s. Há até um special about box (informações do aplicativo) para cada aplicativo:

O Chrome OS realmente se pareceria como um sistema operacional desktop real com PWA funcionando como janelas.

Tudo melhorou quando Owen Campbell-Moore fez o anúncio “tem mais uma coisa…” durante sua palestra no Chrome Dev Summit 2017 em San Francisco:

Owen anunciou que o Google finalmente estava estudando seriamente como levar os PWA para sistemas de desktop em todas as suas plataformas. Além disso, eles não estariam apenas adicionando suporte à área de trabalho, mas também analisando as APIs que faltam. Muitas empresas usam o Electron hoje para embrulhar seus Web Apps em um recipiente nativo, além de expor APIs nativas adicionais. No entanto, há um grande problema com essa abordagem, porque as pessoas constantemente encontram bugs de segurança nos navegadores e a maioria destes tornam-se públicos pouco depois dos desenvolvedores do navegador os corrigirem, mas as electron runtime people as são muitas vezes antigas e atualizadas com pouca frequência – resultando em uma grande risco de segurança para os usuários. O suporte aos PWA na área de trabalho corrigiria isso, mas apenas se os desenvolvedores tiverem acesso às APIs que precisam para construir suas experiências.

De acordo com o feed do Twitter de Owen Campbell-Moore, uma das primeiras APIs que o Google está olhando para adicionar é a API de contatos:

Em suma, o Google tem trabalhado para também oferecer um suporte completo aos PWA e sua adoção será inevitável nas diversas plataformas do Chrome.

No iOS a coisa ainda está engatinhando, mas já vimos que a Aple adicionou o suporte para os Service Workers e Web App Manifest no iOS, então muitas coisas estão acontecendo na web e muito provavelmente 2018 será o ano dos PWA, ou ao menos será o ano em que muitos ouvirão sobre eles.

Para usuários do Windows é essencial que os PWA triunfem, afinal, eles poderiam ser o tão esperado equalizador do famoso gap de apps que separa as lojas do Android e do iOS da do Windows. Entenda tudo sobre PWA aqui e porque eles são tão importantes para usuários do Windows. Vale lembrar que atualmente até o Android já suporta os PWA.

O que é um Progressive Web App?

  • Progressivo – Funciona para qualquer usuário, independentemente do navegador escolhido, pois é criado com aprimoramento progressivo como princípio fundamental.
  • Responsivo – Se adequa a qualquer formato: desktop, celular, tablet ou o que for inventado a seguir.
  • Independente de conectividade – Aprimorado com service workers para trabalhar off-line ou em redes de baixa qualidade.
  • Semelhante a aplicativos – Parece com aplicativos nativos do S.O., com interações e navegação de estilo de aplicativos, pois é compilado no modelo de shell de aplicativo.
  • Atual – Sempre atualizado graças ao processo de atualização do service worker. Não requer ações do usuários na loja.
  • Seguro – Fornecido via HTTPS para evitar invasões e garantir que o conteúdo não seja adulterado.
  • Descobrível – Pode ser identificado como “aplicativo” graças aos manifestos W3C e ao escopo de registro do service worker, que permitem que os mecanismos de pesquisa os encontrem e em breve também serão pesquisáveis nas lojas oficiais de aplicativos de sistema como o Windows e Chrome OS
  • Reenvolvente – Facilita o reengajamento com recursos como notificações push.
  • Instalável – Permite que os usuários “guardem” os aplicativos mais úteis em suas telas iniciais sem precisar acessar uma loja de aplicativos.
  • Linkável – Compartilhe facilmente por URL, não requer instalação complexa.

Fonte: Medium

Alexandre Lima
Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP - Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!