Porque os MacBooks e o Surface Studio usam processadores de 1 ano atrás?

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Semana passada assistimos o lançamento de duas belas máquinas para o mercado de PCs, que foram o Surface Studio da Microsoft e os novos MacBooks Pro da Apple. Ambas as máquinas possuem modelos de altíssimo desempenho e custam o olho da cara + um rim. Mesmo sendo absurdamente caras, sem dúvida há um público para isso, mas será que eles não vão se incomodar em usar processadores e placas de vídeos com mais de ano de idade?

Tanto a Microsoft como a Apple resolveram usar processadores da serie Skylake da Intel. Essa serie de processadores foi anunciada no final do ano passado e já tem quase 1 ano de idade. O mesmo vale para a placa de vídeo, que no caso da Microsoft é uma Nvidia GForce GTX 965M ou uma 980M, enquanto a Apple usa a Intel Iris 540 ou ainda uma Redeon Pro. Mas, porque isso, se a Intel já tem processadores da nova serie Kabe Lake e a Nvidia tem as novas placas da serie 1000, que utilizam a arquitetura Pascal?

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Questionadas sobre esses porquês, inacreditavelmente ambas as empresas deram a mesma desculpa sobre o assunto, que foi:

“… segundo a Microsoft, a série 1000 da Nvidia foi lançada muito tarde. A Apple deu a mesma justificativa para os processadores do MacBook Pro de 13: demorou demais, disseram eles, e completaram dizendo: O chip Kaby Lake ainda nem existe”

Os representantes das companhias em questão explicaram que as empresas começaram a projetar esses dispositivos muito antes do Kaby Lake e do Pascal surgirem na cabeça da Intel e da Nvidia. A principal declaração é que o Kaby Lake e o Pascal saíram tão tarde que se eles escolhessem utilizá-los, atrasariam o lançamento dos seus aparelhos.

Quem quer os topo de linha da serie Surface Studio e do MacBook Pro, que são equipados com um Core i7 Quad-Core, deve saber que sequer existe um substituto para tal na serie Kaby Lake ainda, então, pelo visto as empresas tiveram bons motivos para usar os outros processadores.

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Por fim, ainda sobre o questionamento de usarem tecnologia teoricamente antiga em seus lançamentos, ambas ainda falaram sobre a cautela de seus departamentos de engenharia, afirmando que não é porque um processador foi lançado recentemente que é garantia de que ele funcione melhor que seu antecessor. Uma serie de testes precisam ser feitos antes, simulações de problemas e tudo mais, tudo isso para evitar casos como o que aconteceu com a Samsung e seu Galaxy Note 7, que para quem não sabe, teve seu lançamento antecipado e para o azar da coreana, várias unidades do smartphone começaram a pegar fogo de forma espontânea ou as vezes chegaram até a explodir, tanto que levou a empresa a fazer o maior recall já registrado no mercado de smartphones. Então, Apple e Microsoft preferem correr de coisas desse tipo, apostando na segurança da sua engenharia.

Isso não quer dizer que os processadores ou as placas de vídeo usadas nessas máquinas são fracas ou simplesmente ultrapassadas, muito pelo contrário, são o que há de mais potente no mercado que já foram testadas com segurança. Agora, sem dúvida podemos ver muitos compradores achando ruim o fato de pagar uma boa grana num equipamento que muito em breve estará usando um tecnologia ligeiramente defasada.

Fonte: Gizmodo

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Funcionário Público Federal, formado em Licenciatura em Química, Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta do Windows Phone. Carpe Diem