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Qual o melhor para o Windows 10? Armazenamento eMMC ou SSD?

27/11/2018 3496 0
Qual o melhor para o Windows 10? Armazenamento eMMC ou SSD?

Está chegando o final do ano e muita gente está pensando em trocar seu computador por uma máquina mais nova. Os mais antenados sabem que nessa altura do campeonato investir em um equipamento que ainda usa o já ultrapassado sistema de armazenamento conhecido por apenas “HD” ou “Hard Disk Drive”, não é uma boa escolha. O ideal é migrar para tecnologias mais novas, mais confiáveis e principalmente mais eficientes, como é o caso do SSD e do eMMC.

Porque não escolher um HD comum?

O HD remonta há meados do século passado, então, já começando por esse detalhe, estamos falando de algo “antigo” para um mercado que avança de forma exponencial. Sua tecnologia grava os dados em discos duros, geralmente de alumínio, vidro ou cerâmica, onde as informações são guardadas. Chamada platter, a peça é coberta por uma fina película de material magnético. No centro, fica um eixo que faz os discos girarem em alta velocidade – os modelos atuais mais comuns variam entre 5.400 e 7.200 RPMs (Rotações Por Minuto).

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Mesmo os HDs mais rápidos ainda possuem limitações e um desgaste de suas partes móveis programado após algum tempo de uso. Além disso, eles não são muito resistentes e qualquer “mal-contato” pode corromper os dados ou causar lentidão em todo o sistema. Algumas empresas até tem algumas soluções que otimizam HDs desse tipo, mas porque se desgastar tentando conter problemas de uma tecnologia assim se você pode ir mais adiante?

Conheça o eMMC

A silga eMMC significa “cartão multimídia embutido”. Este é um sistema de memória embarcada, não volátil, composto pela memória Flash e o controlador da memória Flash, que simplifica o design da interface do sistema e libera o processador host do gerenciamento da memória Flash em nível inferior. Também podemos simplificar e definir o eMMC como um tipo de disco de armazenamento de dados em estado sólido.

O eMMC é um componente de armazenamento comum a muitos dispositivos eletrônicos voltados para o consumidor, incluindo smartphones, tablets e dispositivos móveis de acesso à Internet.

Para desenvolvedores, o eMMC simplifica o design de interface e o processo de qualificação, resultando na redução do tempo para colocação no mercado e facilitando o suporte para futuras ofertas de dispositivos Flash. Atualmente, o padrão eMMC é o 5.1, que define velocidade máxima de transferência na casa dos 400 MB/s e, embora esta velocidade possa parecer baixa a primeira vista, os discos de estado sólido oferecem mais vias de transferência para dados, fazendo com que tenham maior volume de informações em determinado período de tempo.

E o SSD?

Essa é uma maravilha moderna que define bem o que são os discos em estado sólido. Sim! assim como o eMMC, o SSD é um disco em estado sólido, mas é “O” disco em estado sólido, isso porque sua sigla em inglês significa justamente “solid-state drive” ou unidade de estado sólido.

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Ele é um tipo de dispositivo, sem partes móveis, para armazenamento não volátil de dados digitais. São, tipicamente, construídos em torno de um circuito integrado semicondutor, responsável pelo armazenamento, diferindo dos sistemas magnéticos (como os HDDs e fitas LTO) ou óticos (discos como CDs e DVDs). Os dispositivos utilizam memória flash (tecnologia semelhante as utilizadas em cartões de memória e pendrives).

Qual melhor? eMMC ou SSD?

Mesmo sendo tecnologias semelhantes, elas não são iguais. O SSD consegue ser ainda mais rápido e eficiente que o eMMC, então, este já leva vantagem logo num primeiro momento. Além disso, atualmente, memórias do tipo eMMC possuem uma limitação de tamanho e dificilmente você encontrará algum hardware no mercado com mais de 128 GB de memória eMMC disponível, enquanto que SSDs de 1 ou 2 TB já circulam pelo mercado há algum tempo.

Supondo que você escolherá um SSD, conheça agora suas principais vantagens:

  • Tempo de acesso reduzido. O tempo de acesso à memória é muito menor do que o tempo de acesso a meios magnéticos ou ópticos. Outros meios de armazenamento sólidos podem ter características diferentes dependendo do hardware e software utilizado;
  • Eliminação de partes móveis eletromecânicas, reduzindo vibrações, tornando-os completamente silenciosos;
  • Por não possuírem partes móveis, são muito mais resistentes que os HDDs comuns contra choques físicos, o que é extremamente importante quando falamos em computadores portáteis;
  • Menor peso em relação aos discos rígidos, mesmo os mais portáteis;
  • Consumo reduzido de energia;
  • Possibilidade de trabalhar em temperaturas maiores que os HDDs comuns – cerca de 70° C;

Mas, como nem tudo termina como num conto de fadas, veja agora as principais desvantagens de um SSD:

  • Um problema do SSD, na verdade, de qualquer memória flash, inclusive o eMMC, é que sua vida útil é limitada pelo número de gravações. Isso porque, toda vez que a memória recebe uma nova tensão elétrica, o floating gate perde um pouco sua capacidade de reter carga elétrica. Depois de determinada quantidade de vezes, a célula “morre”, o que não ocorre com o HD, que virtualmente tem vida útil ilimitada. Mesmo assim, essa perda de capacidade é bastante lenta, então, não é algo que você comprou hoje e daqui há 1 ano já estará ruim. Estamos falando de algo entre 5 a 10 anos, a depender da marca do hardware e do seu uso
  • SSD são caros e isso pode ser considerada uma das maiores desvantagens desse componente frente aos outros dois, pois, navegando no e-commerce brasileiro, dificilmente você encontrará um Notebook ou Desktop completo com um SSD de 256 GB por menos de R$ 3500.

E as máquinas com armazenamento híbrido?

Sabendo do alto custo dos SSDs, algumas empresas tem investido em modelos híbridos. A Dell, Asus, HP, Acer, Xiaomi, Huawei, Samsung e outras possuem modelos híbridos variados que oferecem algumas combinações, como:

  • 1 TB de HD + 128 GB SSD
  • 1 TB de HD + 64 GB eMMC
  • 500 GB de HDD + 256 GB de SSD

Enfim, são várias opções disponíveis e para o público brasileiro algumas dessas pode ser a melhor opção para compra, isso porque essas empresas usam cada componente para favorecer o usuário de alguma forma, então, geralmente o sistema operacional fica alocado no SSD, o que deixará sua máquina até 10X mais rápida do que se ele fosse alocado num HD comum e joga para o mar do esquecimento problemas como “Disco em 100%”, entre outros.

O mesmo vale quando alguém vende uma máquina que combina um HD com um eMMC. A ideia é a mesma e vale muito a pena se for feito dessa maneira, especialmente se não houver condições de se investir em uma máquina com um SSD de grande capacidade.

A Microsoft sabe muito bem o que tudo isso significa e investiu pesado em modelos com armazenamento SSD, como é o caso da maioria dos modelos de Surface Pro, Surface Laptop, Surface Studio e Surface Book. O Surface Studio 2 top de linha, por exemplo, tem um SSD de 2 TB de capacidade.

Conclusão

Surface Pro 2018 – um modelo equilibrado e extremamente eficiente

Se você quer uma máquina top que lhe atenderá com muita eficiência por um bom tempo e está em condições de investir um pouco mais, compre logo uma máquina com um SSD com pelo menos 256 GB de capacidade; agora, se a grana está curta, mas você não abre mão de desempenho, opte por uma máquina com um armazenamento híbrido, então, neste caso, tente comprar algo com memória RAM DDR4 ou superior que isso ajudará bastante no desempenho do Windows; e se não tiver jeito e suas condições lhe impedem de compra algo mais moderno, o jeito é comprar uma máquina mais em conta, mas leve os seguintes fatores em consideração:

  1. Opte por processadores Intel de 7ª geração ou superior (Core M, Pentium Gold, Core i7-7500, Core i5-7500, Core i3-7500 e assim por diante – Evite os Celeron);
  2. Se Intel não lhe satisfaz, opte por modelos da AMD, como o Ryzen 3 2200G ou ainda o Ryzen 5 2400G ou o Ryzen 5 2600, que são modelos de 2ª geração dessa linha;
  3. Memória RAM DDR4 ou superior. Se possível com pelo menos 8 GB de capacidade;
  4. Tela Full HD (1920 x 1080p) – afinal de contas, você vai querer assistir filmes mais modernos e usar editores de vídeos e imagem com melhor capacidade;
  5. Se encontrar uma promoção de uma máquina com um HD tradicional, mas que vem com uma placa de vídeo dedicada, é uma boa opção também;
  6. Touchpad de precisão com suporte a gestos – a maioria das máquinas fabricadas a partir de 2016 já vem com esse hardware;
  7. Se sobrar uma graninha quem sabe uma tela sensível ao toque para aproveitar as novidades do Windows Ink;
  8. Evite modelos com apenas 32 GB de armazenamento interno, mesmo que seja do tipo SSD, já que só o sistema operacional ocupada boa parte da memória.

Isso é mais básico possível para não ter dor de cabeça com uma máquina nova. Espero ter ajudado na decisão 😉

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