Que tal fazer um curso pela Universidade de Stanford sem sair do Brasil? A Microsoft ajuda

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A Universidade Stanford, uma das mais conceituadas do mundo, vai oferecer pela primeira vez um curso semi-presencial no Brasil. Trazido pela Escola de Graduação em Negócios de Stanford, o programa Stanford Ignite chega ao país por meio de um acordo com a Microsoft e terá foco em inovação e empreendedorismo. O curso já está com matrículas abertas e o período de inscrições termina no dia 15 de abril.

Stanford microsoft brasil SP

Até 50 candidatos serão admitidos para o programa de certificação de Stanford, cuja expectativa é atrair estudantes com grande bagagem acadêmica nas áreas científica e/ou tecnológica e com alto potencial para inovar e liderar a transformação de ideias em planos de negócios.

A partir de agosto de 2015, quando começam as aulas, o Brasil passa a integrar uma lista de seis países que fazem parte do programa global do Stanford Ignite (Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido e Chile). O curso é composto por encontros presenciais com professores de Stanford que virão ao Brasil, além de interações remotas com um quadro ampliado de docentes a partir de Stanford, usando tecnologia de ensino à distância de alta definição.

As aulas ocorrerão na sede da Microsoft, na zona sul de São Paulo. Devido à sua forte atuação no ecossistema de empreendedorismo no Brasil, a colaboração com a companhia de tecnologia foi estratégica para que a Universidade Stanford trouxesse seu primeiro curso para o Brasil. A carga horária total do Stanford Ignite é de 100 horas e o curso conta com a participação por teleconferência de mais de uma dezena de professores de Stanford diretamente do Vale do Silício.

A Microsoft Brasil também vai trabalhar junto à Stanford para trazer para o programa executivos líderes na América Latina, investidores, especialistas em direito e outros profissionais que serão palestrantes convidados e mentores dos projetos que os alunos terão de desenvolver no programa.

Stanford microsoft brasil

A proposta do curso Stanford Ignite é oferecer tanto fundamentos de negócio quanto aspectos práticos sobre como identificar, avaliar e desenvolver ideias empreendedoras. O programa é planejado para oferecer a profissionais com experiência técnica e estudantes o mesmo tipo de conhecimento imersivo, inovador e prático, além da cultura de empreendedorismo que permeia a Universidade de Stanford e o Vale do Silício, na Califórnia.

O programa é destinado a pessoas que querem agregar inovação e empreendedorismo à função que têm hoje e também para aqueles que estão planejando começar um novo negócio”, afirma Yossi Feinberg, diretor do Stanford Ignite e professor de economia. “Ele proporciona o conjunto de ferramentas essenciais para a criação de empreendimentos de alto impacto”, disse.

Temos acompanhando um movimento importante de inovação e empreendedorismo no País e o curso da Universidade Stanford chega para reforçar ainda mais esse ambiente. A Microsoft Brasil tem um trabalho de longa data para fomentar esse ecossistema no País e estamos orgulhosos por poder dar um novo passo nessa direção através do acordo com Stanford”, afirma Richard Chaves, diretor de inovação e novas tecnologias da Microsoft Brasil.

O curso vai ocorrer entre os meses de agosto e outubro de 2015. Os participantes terão de se reunir por sete finais de semana não consecutivos, nas noites de sexta-feira e aos sábados e domingos.

O programa será conduzido em inglês e os candidatos devem ser profissionais atuantes com um diploma de bacharelado ou estudantes atualmente matriculados em cursos de Ph.D, MD, pós-doutorado ou Master em campos que não sejam de negócios. Níveis mais avançados terão preferência.

Devido às etapas do processo de candidatura ao curso, que inclui a submissão de três dissertações curtas, a direção do Stanford Ignite recomenda que os interessados submetam todos os materiais o quanto antes possível.

Para mais informações sobre o programa, entre em contato através do e-mail gsb_ignite_sao_paulo@stanford.edu, ou no site do Stanford Ignite São Paulo.

Fonte/reprodução: Microsoft

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About Author

Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP – Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!

  • Rodolpho Freire

    Não sei quanto as pessoas estão dispostas a mudar de vida para melhor, mas a igreja que frequento (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – http://www.lds.org) tem um programa de graduação a distância em um dos campos da sua universidade em Idaho (Brigham Young University). Esse programa é para ajudar as pessoas se prepararem para a faculdade e conseguirem sua graduação. No brasil iniciou-se recentemente esse projeto.

    Mais informações: https://pathway.lds.org/

    Os requisitos fundamentais são ser um membro da igreja digno, proficiência em inglês intermediário e estar disposto a viver o código de honra da faculdade.

  • Guilherme Borin

    Vcs estão discutindo a toa aqui….

    Alguém leu o prospecto do curso??? Isso NÃO é um curso gratuito, custa US$10K e não tem objetivo social e o caramba. É para executivos se tornarem mais empreendedores. O que a Microsoft fez foi viabilizar a parada.

    E o pessoal do blog podia ter deixado mais claro isso.

    • Lucas Lewis

      Pois é… Quase cai pra trás quando vi o preço. E esse povo discutindo questões sociais…kkkk

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  • Wallace

    Oportunidade pra quem já tem a vida ganha é como eu doar dinheiro pro Bill Gates.
    Tem que dar esses tipos de oportunidades pra quem tem desejo de aprender, mas não tem condições.

    • Fellipe Alcantara

      E eu que vim “seco” para ler a notícia.

      • Wallace

        Também compartilho do mesmo desgosto kkkkk.

    • jacó Cavalcanti

      Realmente cara!!! E é na zona sul … Só playboy …oportunidade de cu é rola

    • Ígor Moreira

      Cara não vejo nada de mais nos requisitos, inglês e uma boa
      formação. E a oportunidade esta ai para quem correu atrás e fez valer o
      esforço.

      • Wallace

        Acontece que são poucas pessoas que tem esses requisitos, mas muitas outras que não possuem esses requisitos desejam ter uma oportunidade dessas. Eu me incluo nisso, estou me esforçando para casar ano que vem e começar uma faculdade ao mesmo tempo que minha noiva também faz uma faculdade.
        A pessoa que corre atrás merece sim, mas existem muitas outras que correm atrás também e tem muita dificuldade de chegar lá, na minha opinião essas teriam que ser prioridade.

        • Ígor Moreira

          Bom, tenho um pensamento um pouco diferente, mas isso é porque eu levo mais a sério o lado profissional do que o pessoal (e muitas vezes sou crucificado por isso). Incentivos do governo existem, até para você cursar uma pós-graduação fora do país com tudo pago pelo governo.

          Fazer uma boa faculdade conta muito e continuar estudando também. Muitas pessoas fazem uma única faculdade e já acha o suficiente, e querem ter as mesmas chances de quem faz mestrado e doutorado.

          Vou falar mais, o Google, Microsoft e Apple só contratam pessoas com um ótimo currículo acadêmico (sim eles olham todas as notas que você tirou na faculdade) e dão preferência para pessoas que tem mestrado ou doutorado. Quando você for concorrer em uma vaga dessas pode ter certeza que estará concorrendo com pessoas com um nível de pós-graduação no mínimo.

          Eu vou me formar no final do ano e vou iniciar o meu mestrado, enquanto faço meu inglês. Hoje estudo em uma das melhores faculdades da área (privada), onde a mensalidade não é nada atrativa. Mas em comparação tem pessoas que estudam comigo que fazem parte do programa ProUni, elas dificilmente teriam chances de fazer uma faculdade como essa onde a mensalidade é praticamente seu salário. Mas elas correram atrás e fizeram acontecer.

          Eu invisto grande parte do meu salário em aperfeiçoamentos tanto em
          Hard-Skills, como em Soft-Skills. Fica difícil falar que eu teria as mesmas
          oportunidades de quem apenas cursou uma faculdade medíocre (medíocre = mediana).

          E isso não é uma critica para você é apenas a minha opinião. E entendo que cada caso é um caso, e cada pessoa tem suas prioridade.

          Abraços.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Cara, você tem que entender que tem gente que corre atrás. Mas ganha tão pouco e trabalha tanto que não tem nem mais vontade de estudar e melhorar de vida. Imagina tu trabalhar várias horas sem carteira assinada(o que é comum no país ainda) sem garantia, tu quer chegar em casa e beber, dormir. É claro que tem pessoas mais fortes que mesmo trabalhando muito conseguem estudar mas não são todos. A universidade de stanford podia criar um curso para pessoas mais pobres e que pagassem para ela estudar. Mas isso é uma utopia que me faz seguir caminhando.

          • Ígor Moreira

            Cara trabalhei por 145 reais mês trabalhando 4 horas por dia.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Sim, cara mas tem casos e casos. Tem gente que passa fome, necessidades. Eu agradeço a Deus por ser abençoado e ter nascido numa familia que pode pagar estudo particular e agora estou na universidade publica. Mas tem gente que não quer mais estudar, começou a trabalhar com 7~8 anos.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            A saída para acabar com esses problemas é criança na escola, pais trabalhando. daqui 10~20 anos. talvez esteja um pouco melhor.

          • Ígor Moreira

            Trabalhei e estudei ao mesmo tempo. Comecei com 16 anos de idade 😉 Se quiser abrir um bate papo para falarmos disso. É só combinar. Sem nenhum problema.

          • Lucas Lewis

            Cara, o curso não é gratuito e mesmo que fosse, ele é dado pela Stanford em inglês. Como você quer que pessoas que passam fome façam um curso de empreendedorismo em inglês??

            Eu estou longe de ser rico. Sempre estudei de graça, formei de graça na UFMG, faço mestrado de graça na UFMG e sei falar inglês. Ou seja, atendo a todos os requisitos e não sou nenhum “playboy” como disseram.

            O que você quer? Quer que a Stanford, forme uma pessoa, ensine inglês, dê um curso de US$10k e ainda pague para ela estudar? kkkkk

          • Wallace

            Eu concordo com você, mas isso não quer dizer que minha opinião é invalidada por isso.
            Pensa bem, imagina a mudança que esse curso faria em uma pessoa que não tem condições pra pagar isso e está começando agora no ramo.

          • Ígor Moreira

            Existe a limitação da lingua. Mas existe oportunidade igualmente boas. Qual area é de seu interesse?

          • Wallace

            Pretendo fazer Sistemas de Informação e após concluir já começar a pós. Se meus fundos permitirem eu gostaria de fazer mestrado e doutorado logo em seguida também, mas não sei se será possível.

          • Ígor Moreira

            Mestrado e Doutorado pode ser gratis como: USP, Unicamp e afins. Depois se quiser alguma dica ou algo assim fale comigo se for do seu interesse, sou da area também. Abraços e boa sorte.

    • Henrique Santana

      Sim cara, tudo pra são paulo.
      Vagas limitadas.
      Alunos com alto grau de conhecimento acadêmico.
      Inglês avançado.
      Qts pobres se encaixam nesses requisitos?
      Nenhum, se for negro ou morar em favela então…
      Mas já estou mudando de assunto, como dizem por ai ser: ” Manter a riqueza é fácil, difícil é virar rico”

      • Ígor Moreira

        Conheço bastante pessoas pobres que fizeram mestrado, doutorado, até fora do país e tem inglês e outras línguas.

        • Matheus De Sousa Bernardo

          Sim, Mas certeza que é a minoria. Hoje depois de 1 decada a quantidade de negros que entraram em uma universidade aumentou 230% o País ta melhorando mas tem muito para avançar.

          • Ígor Moreira

            Olha cara sério. Eu vejo a realidade das favelas por assim
            dizer, tenho amigos que moram lá. E vejo que pouquíssimas pessoas têm interesse em estudar. Estão mais preocupadas em ostentação e gerenciar o “fluxo”. Do que ler um livro. Mas existem exceções.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Agora por que elas estão preocupadas em ostentação e não em ler? Cara, as pessoas nunca foram ensinadas a estudar, elas olham os playboys ricos e querem ter o direito de ter um carro, um celular. Como elas vão conseguir isso se não sabem estudar, nem o pai delas, nem a mãe, nem a vó, nem várias gerações da familia. Eu te digo que uma pessoa que não tem estudo, tem dois caminhos Estudar e se esforçar muito ou ir para o caminho mais facil e fazer coisa errada.

          • Ígor Moreira

            Esse é problema, as pessoas estão condicionadas em ir para o caminho mais fácil, porque isso é cômodo. Se escolhem esse caminho tem que aceitar o que recebem como retorno.

            A desigualdade não está por parte do preconceito (não na sua totalidade), mas sim como as pessoas se comportam:
            – Eu sou massacrado pela sociedade porque eu sou negro!
            – Você terminou os estudos básicos?
            – Escola é muito chato, não dá futuro!
            – Ok, realmente a sociedade é muito dura com você.

            Poderíamos ficar horas conversando sobre como a sociedade se comporta, como o auto-preconceito influencia elas. E como elas não enxergam que elas mesmas são os problemas, pois elas sempre tendem a atribuir os problemas à fatores externos.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Cara, tem gente que gosta de culpar os outros, mas não é todos e mesmo assim os fatores externos tem influencia, ou a escravidão não afeta os negros até hoje?

          • Ígor Moreira

            Esses dias tive uma palestra sobre isso na minha faculdade. Um negro foi palestrar. Ele é formado em psicologia pela USP. Filho de família escrava. Estava falando justamente disso. Claro que existe o preconceito e claro que a escravidão deixou cicatrizes. Mas ele se formou, disse que sofreu muito preconceito e que foi difícil, mas ele se dedicou, estudou e entrou na faculdade. Concluiu-a.

            Eu também sofro preconceito, porque pra muitos minha vida estava ganham ¬¬’ Facil falar. O preconceito está por todos os lados. De todas as direções.

      • Matheus De Sousa Bernardo

        Normal cara. Mas corre atrás. Estuda, tenta entrar numa faculdade, tem cotas para isso. Faz o Ciencia sem Fronteiras. Que eu tenho certeza que o Brasil vai acabar com essa desigualdade.

        • Ígor Moreira

          Só não faz quem não quer. E isto é um fato para mim e como fato ele é irrefutável.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Não cara. Tu tem que ver todo o contexto social. Tem gente que não pode nem estudar o ensino fundamental para trabalhar, Já perdeu a vontade de estudar ou tentar algo melhor.

          • Ígor Moreira

            Cara, eu entendo o contexto social sim e muito bem. Tenho cases de pessoas proximas. Até case pessoal. Então para mim é meio dificil falar que não dá. Dá sim. Quem quer faz.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Cara, tem gente que não tem como querer. Ta puto com a vida, que nunca deu oportunidade para ela. Uma pessoa assim não vai querer estudar.

          • Ígor Moreira

            A vida não da oportunidade. Você tem que criar as oportunidades. Você deve estar preparado quando eventualmente ela bater na sua porta. Mas ela só vai bater se você trabalhar para que isso aconteça.

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Meu amigo, se não tem como comer, não tem escola, não tem nenhum apoio do estado, COMO VOCE VAI CRIAR OPORTUNIDADE SÉRIO? A pessoa nunca estudou, vive em situação de risco social. E quer que crie oportunidade, A merda do mercado não vai dar oportunidade para ele não. O Estado tem que ir nesses locais e incentivar, não só com dinheiro, mas com escolas e infraestrutura.

          • Ígor Moreira

            Cara, onde é isso que eu quero ir pessoalmente conhecer!

            Venho de uma família que auxilia muitas pessoas necessitadas, mas nunca vi um nível tão extremo quanto esse que você esta colocando. Banalizar o contexto não é o caminho. Estamos falando das pessoas que acessam esse site e se fazem isso elas tem a mínima infraestrutura. Não estou falando de cenários de extrema pobreza. Porque o problema deles é outro.

          • Antoine Sales

            Nunca viu? Tu mora no BRASIL?
            o.O

          • Matheus De Sousa Bernardo

            Sim, tem gente que pode estudar e não quer por má vontade. Mas isso é uma construção social que nós temos que desconstruir. A sociedade Brasileira e a propria midia mostra o caminho mais facil.

          • Henrique Santana

            Cara, tu não conhece nada então.
            Vou te dar um exemplo simples:
            Um menino que mora em favela, não tem boa saúde, não tem saneamento básico, não tem boa escola, área de lazer, não tem coisas para ocupar sua mente. A não ser ver ir pra casa e ver a briga de seus pais que usam drogas/álcool que cometem pequenos delitos ou até se prostituem.
            Me diz grande, como esse guri, consegue ter uma visão de querer isso ou aquilo de ver a oportunidade? Nem precisa acontecer isso tudo ai não, se a criança não tiver um alguém pra se guiar ou um acompanhamento como já vi escolas fazendo com toda uma assistencia social, infelizmente é muito provável termos mais um MENOR solto por ai cometendo delitos.
            Falei alguns fatores, mas existem outros como a mãe que vê o filho como renda (bolsa familia – só pra deixar claro sou a favor, mas as regras devem mudar), politicos e a própria sociedade.
            Texto longo, mas ler esse seu comentário foi tenso.

          • Ígor Moreira

            Tenho um amigo muito próximo com um contexto com muito disso tudo. Na verdade parece a história dele. E hoje ele é um profissional de muito respeito, ao qual tenho muito carinho. Apesar dele ter saído da favela e hoje morar em um lugar muito bom e ter um carro de causar inveja ele sempre vai para a favela rever os amigos antigos. Não é interessante? Ele saiu de casa com 14 anos foi trabalhar em um ferro velho. E hoje é um desenvolvedor de respeito.

            Concordo que temos que ter mais politicas sociais, mas… A vida me mostrou um cenário um pouco diferente. Essa é a minha experiência de vida. Mas eu acredito que nada é impossível. Também tive problemas na infância, poderia também ter ido para outro caminho, mas achei que de alguma maneira poderia ajudar a mudar o mundo. Mas depois descobri que não se pode ajudar quem não quer ser ajudado.

      • Wallace

        Imagina só o que um curso de uma instituição dessas faria com alguém que está começando agora no ramo da tecnologia.