[review] Cuphead – Jogatina de Amor e Ódio

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Na última sexta-feira, 29, Cuphead, game de plataforma anunciado na E3 2014 enfim chegou para Xbox One e PC, com Play Anywhere. E a espera valeu muito a pena!

Voltando aos anos 30, em grande estilo

Ainda não terminei o jogo. Mas posso dizer que, até onde fui até o momento, para o proposta do jogo, a história parece servir como uma luva. Fazendo referência às animações dos anos 30, é o tipo de história que provavelmente veríamos em um desenho daquela época, afinal, não era uma época politicamente correta. Sem dar spoilers, o slogan de Cuphead já fala por si: “Don’t deal with the Devil”, algo como “Não faça acordo com o Diabo”, e esse slogan de cara é estampado num livro da editora da saudosa marca ACME logo no início do game.

O protagonista do jogo é Cuphead e o outro personagem jogável é seu irmão Mugman (disponível apenas para o coop), ambos tem uma xícara no lugar da cabeça, e eles são cuidados pela velha chaleira Elder Kettle. praticamente todos demais personagens do jogo são objetos, plantas e outros seres animados.

Quando começamos o jogo, somos transportados para Inkwell Isle, em um mapa que nos lembra Super Mario World, lá selecionamos fases de bosses ou de plataforma. Após derrotar todos chefões de um mapa, um novo mapa é liberado, já as fases de plataforma, servem para que acumulemos moedas para adquirirmos melhorias para o personagem na loja.

Difícil, mas prazeroso

As fases não são fáceis. O jogo já recebeu o apelido de Dark Souls de plataforma, então se você for jogar, se prepare para sofrer um pouco para superar as fases do jogo. Mesmo assim, se você gosta de plataforma, desafios e um pouco de nostalgia, é o jogo para você.

Nossas xícaras andam, pulam, esquivam, atiram com o dedo e tem especial. E a gente tem que usar todos esses controles com maestria para passar de cada etapa.

Me considero um jogador mediano, estou sofrendo para passar as fases, mas mesmo assim, com uma arte, trilha sonora e animações excepcionais, não me sinto frustrado ao ser derrotado repetidas vezes, e a diversão vale os momentos de raiva. É uma relação de amor e ódio que acabamos tendo com o jogo.

Feito com carinho e cuidado

Outra coisa que notamos ao jogar Cuphead é o carinho e cuidado com que ele foi feito. Inteiramente desenhado à mão, o jogo dos irmãos Chad e Jared Moldenhauer é uma obra prima que deixaria até Walt Disney encantado. Desde a trilha sonora, embalada com muito jazz, até a movimentação dos personagens, tudo foi feito com atenção pelos irmãos, que largaram seus empregos e hipotecaram sua casa para se dedicar totalmente ao projeto e aumentar a equipe, que inicialmente era de 3 pessoas que se dedicavam aos finais de semana.

Algumas coisas estão chegando

O único adendo com o jogo, para os brasileiros, é que ele ainda não conta com legendas em português, mas elas deverão chegar em breve.

O jogo foi lançado com a possibilidade de se jogar sozinho ou em coop local, mas o estúdio MDHR já informou que está trabalhando para levar o modo cooperativo online, em breve, para o jogo.

Veredito

Cuphead é, na minha opinião, a melhor novidade de 2017. Quem jogar vai lembrar de muita coisa, os desenhos que assistia na infância, os bons jogos de plataforma e ainda vai ser desafiado das mais diversas formas, tendo a paciência muito testada. E é muito bom ver um trabalho feito com tão boa vontade.

Os Moldenhauer entregaram o que nos prometeram e queriam. Difícil avariar algo, mas como em nossos reviews damos uma nota, então a minha é um 9.5 para essa obra.

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Paulistano, formado em ciência da computação, que gosta muito de músicas, filmes, games e esportes.
Minha gamertag no Xbox Live é MarcosEV.