The Last of Us é um dos jogos mais aclamados do PS4 e finalmente veio ao público sua tão aguardada sequência, o The Last of Us Part II.

O jogo da Naughty Dog será lançado para o formato de Playstation 4 no dia 19 de junho. Você pode ser um dos primeiros a saber todos os detalhes ao conferir essa matéria completa. Continue lendo!

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A respeito do The Last of Us Part II

A partir do ponto em que a história do último jogo finaliza, se passam cinco anos e é aí que começa. Ellie e Joel procuram levar uma vida normal, a medida do possível em um Estados Unidos pós-pandêmico, morando em Jackson, Wyoming. No entanto, um acontecimento violento faz com que ambos percam sua paz. Agora, mais uma vez, eles têm que lutar para se manter vivos.

Neste jogo, suas escolhas interferem bem mais no curso do jogo, além de ter bem mais lutas corpo a corpo. Não se trata apenas de uma sequência, traz experiências multimídia bem mais ricas, de forma que o jogador possa escolher muitas opções a seguir. Pode-se decidir pelo caminho mais fácil, furtivo ou um combate direto com um arsenal de armas para lidar com milicianos e infectados.

The Last of Us Part II é o que podemos chamar de obra prima. Se trata de um jogo do qual você irá questionar tudo o que está ocorrendo a sua volta. No trailer do game ouvimos a música “Through the Valley”, de Shown James, e resume completamente o que você pode esperar do jogo. O trailer inicialmente foi publicado em 2016, quando o jogo foi anunciado.

“Eu ando pelo vale da sombra da morte

E não tenho medo do mal, porque sou cega para tudo

E minha mente, minha arma, eles me confortam

Porque eu sei que vou matar meus inimigos quando eles chegarem

Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão em todos os dias da minha vida

E habitarei nesta terra para sempre mais

Triste eu ando ao lado das águas tranquilas e elas restauram minha alma

Mas não posso andar no caminho certo, porque estou errada

Não, eu não posso andar no caminho certo

Porque eu estou errada”

O que você pode esperar do jogo

No jogo iremos controlar uma personagem rancorosa, que percebe todos os dias as consequências de seus atos, não só na pele, mas também em sua alma. E esses sentimentos também podem ser sentidos por quem está jogando.

Enquanto vai avançando no jogo, você sente raiva, ódio, tristeza, felicidade, emoção… e, algumas vezes, todas as emoções vêm de uma só vez. No entanto, nos faz refletir a respeito do motivo da produtora arriscar um final do último que foi tão aceito pelo público. Se tratava de um encerramento relativamente alegre. Então, digamos que a Naughy Dog foi corajosa ao lançar The Last of Us Part II.

E exatamente foi isso, o jogo é ainda melhor que o primeiro. Mesmo que a história fique mais difícil de engolir – por tantas emoções – depois da metade, tudo é bastante coerente. Ainda assim, não crie grandes expectativas, o game não foi feito para agradar o player.

Mesmo com alguns spoilers que apareceram na rede, não estraga a experiência de 25 horas de jogo. Temos muitas reviravoltas inesperadas e mesmo com spoilers, aqui eles são completamente irrelevantes.

O que você pode esperar do jogo

Qualquer coisa para garantir o dia seguinte

Em The Last of Us, de 2013, nós vemos o mundo morrer com um surto do fungo Cordyceps. Sabia que esse fundo existe de verdade? Nele, seguimos a história de um personagem que é perseguido pelo seu passado e que não mede esforços para ter mais um dia de vida.

Um dos pontos altos do jogo era o afeto que Joel e Ellie – uma garota imune ao fungo – tinham entre si. O jogo mostrava a jornada dos dois em uma caçada aos vagalumes, que poderiam criar uma vacina. E, nesse meio tempo, criam um laço fraternal.

Em The Last of Us Part II, acompanhamos Ellie lidando com o luto. Cinco anos depois, com 19 anos, ela leva uma vida normal junto com Joel, Tommy e dois novos personagens, Jesse e Dina. Esses dois serão indispensáveis para que você compreenda a formação da personalidade de Ellie. São bastante carismáticos e ajudam o jogador a criar um sentimento de empatia pelo mundo em que vivem.

Qualquer coisa para garantir o dia seguinte

No começo da trama, Ellie passa por grandes descobertas do passado e vivencia grandes traumas. Com isso, ela toma a decisão de deixar a paz da cidade e buscar vingança em Seattle, do qual nunca havia colocado os pés antes. Grande parte da gameplay se passa nesse cenário, e você irá explorar locais abandonados e ir atrás de pistas. Além disso, terá a oportunidade de encontrar outros sobreviventes que também possuem o mesmo ideal que o de Ellie.

Somos invadidos com muitos flashbacks, que vão revelando novos detalhes da história. Inclusive, algumas vezes, mostram a mesma cena alternando entre passado e presente, sob diferentes perspectivas. Então, você se pergunta: Ellie e Joel são mesmo heróis? Realmente há heróis nessa história?

Qualquer coisa para garantir o dia seguinte

Washington na Luta pelo Futuro e Serafitas

O objetivo de The Last of Us II é um pouco diferente do primeiro. Agora, o fogo da história é achar a Washington na Luta pelo Futuro (WLF), dos quais são reconhecidos como lobos. Se trata de uma equipe com muitos membros, que possuem bastante poder militar e tem muitas bases espalhadas pela cidade.

Os WLF estão sempre em conflito com os serafitas, que se trata de um grupo religioso. Estes têm a ideia de que o surto de fungo foi um castigo divino aos pecadores. Além disso, eles costumam se comunicar por meio de assobios, utilizam de armas que não fazem barulho e são conhecidos como cicatrizes, uma vez que possuem marcas no rosto.

O comportamento dos lobos não traz muita novidade ao jogador, isso porque se parecem muito aos Vagalumes, além de serem conta aos militares. Em contra partida, os cicatrizes são bem violentos e dão medo devido a sua fidelidade doentia. Embora eu esperasse um pouco mais, depois de um tempo os dois grupos possuem um combate bastante semelhante.

Washington na Luta pelo Futuro e Serafitas

Muitos combates ao longo da história

Ellie se vê no meio dessa guerra entre os grupos. Para sair disso, ela passa por diversos momentos intensos, com sangue, briga e atos questionáveis. Em The Last of Us Part II as cenas de porradaria são bem mais nítidas e nojentas, assustando nos mínimos detalhes. Você pode estrangular alguém até os olhos revirarem ou mesmo ver alguém agonizar de dor depois de levar um tiro.

Serão muitos momentos em que você irá enfrentar inimigos e até mesmo cachorros. Eles são treinados para exterminar aqueles que invadem os locais. Sentem o seu cheiro de forma muito precisa e você precisa se livrar deles.

Matar um inimigo é bem mais pesado nesta continuação. Os companheiros gritam seu nome, chamam por reforços e lamentam a morte do falecido. Acontece a mesma coisa com os cachorros, que uivam sobre o corpo.

É possível observar que a inteligência artificial do game foi melhorada. Os inimigos conseguem nota-lo quando está há poucos centímetros de distância, mesmo escondido atrás da mobília ou deitado na grama alta. Procuram através de frestas e debaixo de carros. Se eles te veem, correm para alertar o grupo sobre onde você está.

Muitos combates ao longo da história

Combates mais inteligentes em The Last of Us Part II

Ellie tem que fazer uso de muitas das suas novas habilidades para passar despercebida pelos seus inimigos. Ela pode nadar, deitar no chão, se esconder na grama alta, debaixo de caminhões, atravessar locais apertados, quebrar janelas e pular e se pendurar em cordas.

A melhor escolha na maior parte das vezes é sair sem ser percebido. Há uma diferença de tamanho entre Ellie e Joel, então socar alguém armado não é uma boa ideia. Uma outra opção viável é fazer com que um grupo de infectados ataquem os humanos dos quais você quer fugir – eles se matam por contra própia.

Ellie quase nunca está sozinha no game – geralmente tem a companhia de Dina ou Jesse. Inclusive, eles são npcs bastante úteis, porque te avisam se tiver um inimigo por perto ou se você vai cair em uma armadilha. No primeiro jogo, ao correrem pelo local eles ficavam invisíveis. Agora, isso não acontece mais.

Mutações dos infectados

Somos introduzidos a três novos grupos de infectados: trôpegos (gigantes que atacam bombas de esporo que ocasionam queimaduras) e espreitadores (escondem e aguardam o momento certo para te atacar). O terceiro não vou falar sobre eles para não dar spoilers.

Os espreitadores são bastante divertidos na gameplay, isso porque não são encontrados no modo escuta e te dão fortes sustos no momento que saem das paredes ou te agarram sem você esperar. Assassiná-los quando estão sozinhos não é difícil. Porém, quando estão em conjuntos a história muda.

Combates mais inteligentes em The Last of Us Part II

Além disso, já tínhamos alguns codyceps no primeiro jogo e eles também aparecem em The Last of Us Part II. O estalador está ainda mais curioso: ele é cego, mas tem uma audição acima do normal e consegue ouvir sua respiração a poucos metros de distância. Ao longo do jogo, você aprende a prender a respiração perto deles para não ser encontrado.

Gráficos, sons e dublagem de The Last of Us Part II

O game tem tudo o que uma nova geração de jogos espera: gráficos de encher os olhos, animações excelentes e uma sonorização muito mais realista do que o antecessor – antes a divergência nos volumes chegava a incomodar.

Mesmo para quem joga no PS4 Slim, ainda se depara com gráficos deslumbrantes. Ao mudar para as cutscenes você quase não percebe. Além disso, as animações são tão reais que podem te fazer emocionar bastante. Em alguns momentos, tente prestar atenção na respiração ofegante de desespero de Ellie.

Infelizmente, a produtora desperdiçou um pouco do talento de Gustavo Santaolalla. Ele possui um estilo próprio, entre country e blues que está mais marcante no primeiro jogo da franquia. No entanto, eles escolheram muito bem as situações de silêncio para criar tensão e atenção aos baralhos ambientes. Exemplos disso são prédios caindo aos pedaços ou os ponteiros de relógio se mexendo.

A dublagem em português BR também é excelente. Dou um destaque maior para a dubladora de Ellie, Luiza Caspary, que conseguiu passar as novas características da protagonista apenas pela voz. Porém, a Naughty Dog vacilou ao não regravar os sons de luta da personagem, notável até mesmo no trailer do game.

Considerações finais sobre The Last of Us Part II

Eu, particularmente, me abalo muito fácil com cenas dramáticas. O jogo anterior me emocionou bastante, mas The Last of Us II me trouxe certa confusão. É um jogo bastante intenso, que muda completamente o que você pensava de cada personagem, além de nos forçar a tomar atitudes não muito agradáveis. Em alguns momentos cheguei a odiar Ellie, mas, em outros, me identificava bastante com ela.

Considerações finais sobre The Last of Us Part II

Depois da metade do jogo, a temperatura cai bruscamente. E a sensação que dá é que você nem está jogando o mesmo game. Primeiro, você não vê a hora daquele momento acabar, mas aos poucos mais criando empatia pelos personagens e ambiente.

Eventualmente, você acostuma com o clima. Você acaba notando que todos os personagens são vítimas daquela situação. Então, é nesse momento que você percebe que The Last of Us Part II é uma obra prima.

As decisões tensas que você tem que tomar dentro do jogo torna a narrativa bem mais completa e muito bem elaborada. Há situações tão emocionantes quanto a das girafas e mais amargas que “do que você tem medo?” do jogo anterior. O que tem de novo consegue tirar todo o seu conforto e se questionar sobre muitas coisas. Confesso que chorei em várias partes.

Os personagens só se livram do seu passado quando fazem as pazes com ele. Porém, todos perdem muito até isso acontecer. Inclusive, teve aquelas que sequer conseguiram. Quando acabou, senti pena.

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