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Windows Defender vai por um fim nos chatíssimos scarewares

Sabe aqueles programinhas que vivem dizendo que sua máquina tem 1.000.000 de erros de registro e coisa e tal? A Microsoft está fazendo otimizações no Windows Defender para nos livrar dessas tranqueiras.

Esses software são chamados de Scareware. Eles estão compreendidos em várias classes de softwares mal intencionados, ou cujo benefício é limitado ou inexistente, que são vendidos aos consumidores por meio de certas práticas antiéticas de marketing. A abordagem de venda utiliza engenharia social para causar choque, ansiedade, ou a percepção de uma ameaça, sendo geralmente dirigida a usuários desavisados. Algumas formas de spyware e adware também usam táticas de scareware. Uma tática usada frequentemente pelos criminosos envolve convencer os usuários de que um vírus infectou o seu computador, sugerindo então que baixem (ou paguem por) programas antivírus falsos para removê-lo. Geralmente o vírus é totalmente fictício e o software não tem qualquer funcionalidade ou é ele próprio um malware.

Os mais espertinhos ainda fazem o seguinte… a versão gratuita do software, do scareware, “detecta” os problemas, seja erros de registro, vírus, etc, e a versão paga contém justamente a solução para seus problemas, porém, na realidade não há qualquer problemas com o sistemas operacional.

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Corra disso

De acordo com o Anti-Phishing Working Group, o número de pacotes scareware em circulação cresceu de 2850 para 9287 na segunda metade de 2008. Na primeira metade de 2009, o APWG identificou um aumento de 585% no número de programas scareware e a Microsoft está de olho nesses dados.

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Disso também

Da parte da Microsoft a solução será promover um bloqueio de softwares desse tipo usando como arma o Windows Defender (nada mais justo).

A novidade começa a funcionar a partir do primeiro dia de março deste ano. Os critérios para fazer o bloqueio tem relação com softwares que emitem mensagens alarmantes ou coercitivas. Isso inclui os aplicativos que “relatem erros de forma exagerada”, “os que exigem que o usuário pague para corrigir os erros” ou “requerem que o usuário aja em um período de tempo limitado para consertar os problemas”. Por sinal, mensagens desse tipo já servem de alerta para caso você tenha algum problema em sua máquina.

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Exemplo de mensagem suspeita. Com indicação de um número para ligar e coisas do tipo

Por aqui a recomendação nunca é usar softwares desse tipo. Hoje, o Windows 10 tem ferramentas para restaurar o sistema de forma simples, segura e mantendo seus arquivos. Tem ferramentas para corrigir erros, desfragmentar discos, etc. Antes muita gente precisa levar sua máquina para uma assistência técnica afim de fazer uma restauração completa, já que o processo não era tão simples, porém, tal processo hoje é extremamente simples e qualquer usuário que tenha paciência para ler todas as instruções repassadas pelo próprio Windows pode fazê-lo.

Além das dicas acima, se você suspeita de algum arquivo ou programa a Microsoft tem ferramentas para fazer uma análise de uma possível ameaça. Clique aqui e conheço o  Center. Nesse espaço você pode submeter qualquer arquivo e os engenheiro da Microsoft dirão se trata-se de uma ameaça ou não. Fazendo isso você ainda contribui para o rastreamento de arquivos maliciosos que circulam pela web a fora. 

Fonte: The Verge e tecnoblog

Alexandre Lima
Especialista em Ensino das Ciências e Matemática, Microsoft MVP - Windows Insider, músico, marido, pai, servo do Deus vivo e entusiasta dos produtos e serviços Microsoft. Carpe Diem!